quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Estudantes de Ceilândia expõem tecnologias desenvolvidas a baixo custo


Tecnologias Assistivas para Pessoas com Deficiência Física foi o tema escolhido pela escola mantida pela Educação do Serviço Social do Comércio (Edusesc), em Ceilândia, no Distrito Federal, para sua participação na 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Para a exposição, realizada de 13 a 19 de outubro, no Pavilhão de Eventos do Parque Sara Kubitschek, a instituição levou materiais e tecnologias feitas por seus próprios estudantes.
“Procuramos mostrar tecnologias que pudéssemos construir com os alunos, utilizando materiais de baixo custo”, diz a diretora pedagógica da escola, Andrea Moura André. “Essas tecnologias não foram criadas pelos alunos. Elas foram selecionadas após extensas pesquisas feitas na internet, para decidir quais poderiam ser reproduzidas”, explica.

Assim, era possível ser visto, por exemplo, um capacete multifuncional para ser usado por quem não tem os membros superiores, que pode ser utilizado para pressionar as teclas de um computador. “Foi confeccionado a partir de um capacete de ciclista, acrescido de uma peça de persiana”, detalha Andrea.
A escola, que tem 872 alunos matriculados da educação infantil ao quinto ano do ensino fundamental, também mostrou peças como uma cadeira de rodas infantil feita com a utilização de uma poltrona de plástico e uma bengala luminosa para auxiliar idosos e pessoas com mobilidade reduzida a se locomover em locais com pouca ou nenhuma iluminação.
Pedagoga com mestrado em educação e especialização em educação infantil, Andrea atua no magistério há cerca de 25 anos, e desde 2007 trabalha no Sesc. Sua experiência profissional inclui a docência na educação infantil e no ensino superior.
Além dessa unidade localizada em Ceilândia, o Sesc possui outras quatro escolas no Distrito Federal: no Plano Piloto de Brasília e nas regiões administrativas do Gama, Taguatinga Norte e Samambaia. Elas estão voltadas ao atendimento de alunos da educação infantil ao ensino médio, embora nem todas ofereçam todos os segmentos.
Segundo a coordenadora de educação para o ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA) e Salas de Ciências da Edusesc, Ana Maria Andreolli, os estudantes do ensino médio regular desenvolveram, este ano, dentro do tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, projeto pedagógico sobre o assunto Saúde – Opções para melhoria da saúde existentes atualmente. O tema escolhido pelas turmas da EJA foi mobilidade urbana. “Para apresentação na exposição foram selecionados os cinco melhores trabalhos”, ressalta Ana Maria.
Sua maior preocupação é a melhoria do projeto pedagógico. “Estamos criando as diretrizes básicas da educação do Sesc no DF, em todos os segmentos. “Vamos além do vestibular: queremos preparar o aluno para contribuir com a sociedade. Temos um viés social que é muito importante e queremos alertar os estudantes para que deixem sua marca na sociedade”, justifica a coordenadora de educação.
O Sesc também apresentou em seu estande a Sala de Ciências, espaço lúdico e interativo em funcionamento em dois locais no DF: Taguatinga Norte e Taguatinga Sul. Abertas à visitação de alunos de escolas públicas ou privadas, as salas de ciências contam com monitores, que são estagiários de cursos superiores, para mostrar e demonstrar o que está exposto nesses locais. Para a exposição da SNCT, a Sala de Ciências apresentou o Museu das Lâmpadas, mostrando a evolução que ocorreu na área da iluminação. 
Fátima Schenini
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/
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