terça-feira, 11 de novembro de 2014

Coordenador de Rollemberg garante que população irá participar da escolha de administradores


O coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, garantiu ontem que a escolha dos administradores terá a participação dos moradores de cada região. A proposta foi uma das mais bem recebidas durante a campanha que elegeu Rodrigo Rollemberg (PSB) governador. A proposta de eleição direta dos administradores regionais passará por consulta popular. O modelo ainda não foi definido e, no primeiro momento, poderá ser feito de forma indireta.  


“Há muitas dificuldades, mas a nossa ideia é nomear os primeiros administradores a partir de uma consulta informal aos moradores das cidades. Depois se abrirá um processo de discussão na sociedade para definirmos a melhor forma. Se depois de tudo isso não der certo, veremos outras maneiras de fazer a escolha”, adiantou Doyle.
O coordenador garante que a definição do modelo das eleições será feita “com calma” e “da melhor forma possível”, mesmo que seu desenho não seja definido de imediato. 

Colaboração

A primeira consulta e o modelo de participação popular  devem contar com a colaboração da Câmara Legislativa. Como o novo modelo de escolha precisa passar pelos distritais, o coordenador planeja que os parlamentares participem da elaboração do projeto.

Preocupação com as contas

A principal preocupação do governador eleito Rodrigo Rollemberg é o orçamento do Buriti no próximo ano e a continuidade dos serviços, especialmente, devido às greves que se espalham pelo DF, revela o coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle. Embora tenha se reunido com membros de equipe e aliados políticos, ainda não tem informações oficiais da equipe de Agnelo Queiroz (PT). Também não há prazo para para ter acesso a esses dados.
Uma das prioridades de Rollemberg é saber como estão os contratos com as empresas que prestam serviço ao GDF. 

Em busca de apoio

Esta semana, Rollemberg conversará individualmente com os 24 deputados distritais, independentemente da postura deles — oposição ou não — para pedir apoio na votação da Lei Orçamentária Anual (LOA). A ideia é tentar minimizar os problemas de caixa que serão herdados no Buriti.

Saiba mais

Críticos da participação popular nas eleições dos administradores temem a impossibilidade de exoneração, o risco de  eleição de candidatos de oposição ao governo e a possibilidade de criação de “câmaras”, a exemplo das prefeituras.
O novo governo afirma que vai nomear, no primeiro momento, administradores que moram nas cidades.

Por Suzano Almeida do JBr
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