sábado, 27 de dezembro de 2014

Pacientes ficam sem atendimento em Ceilândia por falta de médicos


A falta de médicos prejudicou os atendimentos hoje (27) no hospital regional de Ceilândia. A dona de casa Ana Carolina, grávida de 41 semanas, conta que tinha parto agendado no hospital de Taguatinga mas foi enviada na última hora para Ceilândia. Dez horas após iniciar o jejum, ela ainda aguardava atendimento.
"A gente fica esperando o tempo todo, sentada aqui, sem comer. E eles não falam: 'não vai internar', porque aí você pega e come. Não. Fica sem comer, sem nada, passando mal", afirma. A escala do hospital previa cinco médicos de plantão na tarde deste sábado (27), mas apenas um estava atendendo no pronto-socorro.

Também na emergência do Hospital Regional de Ceilândia, a dona de casa Graciele dos Anjos diz que ouviu um médico ordenar à recepcionista que suspendesse os atendimentos. "Ele disse que não ia atender mais ninguém porque estava sozinho, com fome. Quem estivesse lá dentro, bem. Quem estivesse aqui fora, não ia mais atender", conta.
Outra opção de atendimento, a UPA da região também não tinha médicos na tarde de sábado (27). A recepção estava vazia, e a escala de profissionais de plantão não estava disponível, como manda a lei.
Segundo uma servidora da unidade, que preferiu não se identificar, o caos no atendimento é causado pela falta de pagamento do 13º salário e de benefícios como o vale-alimentação. "Acertando o pagamento, fica tudo certo", diz. De acordo com ela, sem o pagamento, a população "pode ficar sem atendimento, ou com atendimento inadequado, né?".
Ainda de acordo com ela, o pagamento não é o único problema enfrentado pelos médicos: falta medicação e equipamentos de saúde nas unidades. "A gente tenta improvisar com o que tem, né? Às vezes, tem que transferir o paciente porque não tem manutenção do [aparelho de] raios-x", afirma a servidora.
Com informações do site G1 - Imagem reprodução
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