terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Polícia apreende 756 quilos de maconha que seriam distribuídos em Ceilândia


Em uma megaoperação deflagrada na noite dessa segunda-feira (8/12), a Polícia Civil apreendeu 756 quilos de maconha no Distrito Federal e em Goiás. A droga está avaliada em mais de meio milhão de reais e era trazida do Mato Grosso do Sul, segundo a Coordenação de Repressão às Drogas (Cord). Seis homens foram presos em flagrante. Com eles, os investigadores apreenderam cinco armas de fogo, munição, seis veículos - alguns com placas clonadas -, rádios transmissores e vários documentos. A ação foi feita com o apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA).


As apurações da Cord indicam que os traficantes traziam a maconha de Ponta Porã e armazenavam em casas em Luziânia (GO). Segundo a polícia, eles usavam uma caminhonete roubada em Goiânia para fazer o transporte da droga. Durante as viagens, os suspeitos se comunicavam com comparsas, que seguiam em outros veículos, por rádios transmissores ilegais. 

Depois que chegavam em Luziânia com a droga, os traficantes usavam carros com placas clonadas para fazer a distribuição em Goiás e no DF, principalmente no Setor P. Sul, em Ceilândia. A polícia identificou que imóveis na cidade goiana eram alugados pelos criminosos apenas para guardar a droga. Um deles é equipado com sistema de câmeras, que monitoram toda a movimentação externa. Os presos têm entre 21 e 53 anos e responderão por tráfico interestadual de drogas, organização criminosa, adulteração de sinal identificador de veículo, crime contra as telecomunicações, uso de documento falso, receptação e posse ilegal de armas de fogo. 

O chefe da Cord, Rodrigo Bonach, explica que o foco da coordenação é evitar que traficantes entrem com drogas no DF. "A PCDF realizou uma fortíssima repressão ao tráfico de drogaos e às organizações criminosas este ano. A Cord se especializou no combate ao tráfico interestadual, procurando, assim, desarticular os grupos criminosos mais organizados e estancar ao máximo o ingresso de drogas no DF", detalha o delegado.

Com informações da PCDF e Kelly Almeida do Correio Web

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