quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Hospital de Ceilândia precisa de mais de 700 leitos para atender demanda

Quatro meses de espera por uma cirurgia ortopédica. Desde setembro, a dona de casa Sandra Moreira está com o braço quebrado à espera por atendimento. Apesar de tanto tempo ela ainda não sabe quando vai conseguir fazer a cirurgia no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Pelo menos outros trinta pacientes estão na mesma situação. Caso de Orosita dos Santos, de 62 anos, que quebrou a perna e ainda não fez a cirurgia que precisa porque faltam anestesistas.
A falta de profissionais é o problema mais grave no HRC, segundo os próprios funcionários. Durante visita a unidade de saúde, o deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN) constatou que uma só pessoa estava respondendo pela chefia do Pronto-Socorro, pela direção do hospital e ainda atendia pacientes da pediatria. “É a prova do caos!”, diz o deputado.

O resultado dessa visita vai constar no “mapa da saúde” – um diagnóstico feito nos 16 hospitais públicos e nas seis UPAs, que será entregue ao secretário de Saúde e ao governador do DF. No caso de Ceilândia, outra constatação foi o número insuficiente de leitos de internação. Conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), o hospital deveria ter cerca de mil leitos, com base na população da região. Mas hoje o HRC conta com apenas trezentos.
Medicamentos também estão em falta na farmácia do hospital. “Não tinha dipirona, omeprazol e outros remédios de custo relativamente baixo. Isso é um absurdo. Temos que ajudar o governo a resolver essa situação imediatamente”, completa o deputado Rodrigo Delmasso.
O Hospital de Ceilândia foi a quarta unidade de saúde visita pelo deputado e por técnicos da Câmara Legislativa. Ao longo desta semana ainda serão visitados mais dois hospitais e as seis Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs.
Blog do Donny Silva
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