sábado, 10 de janeiro de 2015

Lançada em Ceilândia megaoperação para remover o lixo no DF


O governador Rodrigo Rollemberg fez questão de incentivar o trabalho da Operação Levanta, DF, que envolve mil trabalhadores e 600 caminhões e máquinas: "Os caminhoneiros retomam hoje os trabalhos, e nós começamos, aqui na Ceilândia, uma grande operação, que vai por todas as cidades durante um mês".

Quando chegou à região administrativa, Rollemberg viu a empolgação dos moradores com a presença do governo: "É uma alegria muito grande perceber a solidariedade da cidade, dos moradores que querem se unir para levantar a cidade, para recuperar o local", afirmou, destacando em especial os trabalhadores da Valor Ambiental e do Serviço de Limpeza Urbana  (SLU): "Eles vieram aqui trabalhar no sábado ainda sem os salários regularizados, o que nós vamos fazer na semana que vem. Isso demonstra o compromisso deles com a cidade".


Sobre os salários atrasados, o governador reforçou que "a partir de agora, queremos que os serviços sejam realizados e pagos em dia". Devido à dívida bilionária herdada da gestão anterior, o compromisso do governo é saldar tudo o que está em débito, mas com muita esperança neste início da administração: "Começaremos um novo tempo no DF".

A próxima cidade a receber os serviços do Levanta, DF deve ser Taguatinga.

Só com muita negociação

Na origem desse processo está uma ação do vice-governador Renato Santana (foto).  Responsável pela unidade territorial que engloba Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Brazlândia, Santana tem percorrido as cidades e se impressionou com o abandono. Negociou com uma cooperativa de caminhoneiros para que voltasse a trabalhar para o GDF. Não foi fácil. Os caminhoneiros amargavam seis meses de atraso nos pagamentos. Santana conseguiu liberar um empenho e, com isso, cerca de 600 veículos estarão a postos para remover o lixo. 


Pagando para nada receber em troca

Nesses primeiros dez dias de governo, Renato Santana impressionou-se, nas quatro cidades que ficaram sob sua supervisão, com o que chama de “ausência do braço do Estado”. Registrou que o cidadão lembra do Estado quando paga seus impostos, rigorosamente em dia, só para se revoltar depois, ao constatar que o mesmo Estado não lhe dá retorno sequer em questões essenciais, como coleta de lixo, poda da grama ou operações tapa-buraco, o mínimo indispensável. “A população está comprando qualidade de vida e quem vende não a está entregando”, constata o vice.

Só nas ruas

Para Renato Santana, a única saída possível é ir às ruas e mostrar presença. “Se ficarmos nos gabinetes”, afirma, “estaremos apenas confirmando a imagem de nossa ausência”.

Agência Brasília / Eduardo Brito do JBr
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