quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

PSD não abre mão de indicar o administrador de Ceilândia


Millena Lopes e Daniel Cardozo do JBr O anúncio dos administradores regionais soou como surpresa para aliados próximos do governador Rodrigo Rollemberg. Principalmente pela divisão de Ceilândia, a maior e mais cobiçada região administrativa do DF. Tanto que o nome de Marcelo da Adega, último da lista de administradores do governo, não fora anunciado. Da cota do PSD, o nome do gestor de Ceilândia Sul  não soara bem entre os demais aliados.  Para Ceilândia Norte, a indicação ficou a cargo da distrital Luzia de Paula (PEN).  

Ocorre que o partido do deputado federal eleito Rogério Rosso e do vice-governador Renato Santana não abre mão da indicação, embora, oficialmente, o partido não confirme a suposta insatisfação. “Você não vai achar, em momento algum, uma fala do Rogério Rosso ou minha indicando A ou B ou C. Por que nós respeitamos e sabemos que  essa escolha é uma prerrogativa do governador”, afirmou Renato Santana, em um dos poucos dias em que deu expediente em seu gabinete no Palácio do Buriti.
Desde que começou o governo, ele tem acumulado a função de administrador de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Brazlândia. Mas, desde terça-feira, responde apenas por Ceilândia. Interinamente. Ele continua lá, até que as brigas internas sejam pacificadas, até porque, segundo o próprio Santana, a divisão da administração “ainda não está arredondada”. 

De acordo com o governador, Santana será o administrador da Ceilândia até que o projeto de lei de divisão da região  seja aprovado na Câmara Legislativa.

“O PSD é governo”

Marcelo da Adega, que foi candidato a distrital pelo PSD, é um nome simpático aos ouvidos de Santana, segundo ele, que não confirma que seja sua indicação. “Marcelo da Adega é uma pessoa querida na Ceilândia. Um empreendedor, construiu a sua vida de sucesso lá. É filiado ao PSD e o PSD é governo”, disse o vice-governador, ressaltando que os administradores devem ter perfil de “operários”. 

Renato Santana minimiza a suposta briga pela administração, que também está no alvo do PDT, já que Luzia de Paula fora contemplada com a região norte. “Se a briga for por Ceilândia...”, desconversa. 

Santana lembra que o PSD é partícipe na vitória do governador Rodrigo Rollemberg. “E tem se comportado como governo, como aliado. E assim será. Seja quais forem as decisões do governador. E eu estou dizendo isso como secretário-geral do PSD-DF que sou”, disse.

 PEN tem privilégios no governo

A distrital Luzia de Paula, do PEN, reconhece que é madrinha da indicação de Vilson de Oliveira, o futuro administrador de Ceilândia Norte.  “Na verdade, foi um processo onde se ouviu as lideranças, a comunidade e foram apresentados alguns nomes ao governador”, disse.

 O nome de Vilson, que, segundo o vice-governador “é um trabalhador da Ceilândia”, passou pelo crivo de Rollemberg, de acordo com a distrital. “Me sinto representada, desde que seja uma pessoa comprometida. Na verdade, o administrador tem que ser aceito pela comunidade. Não adianta eu estar contemplada, se o povo não estiver satisfeito”, afirmou. 

Apesar de reconhecer o perfil “operário” de Vilson, Renato Santana garante que não participou da escolha. “O governador conduziu pessoalmente esse processo”.

Alírio neto

O partido de Luzia de Paula parece ter tratamento especial no governo Rollemberg, embora, oficialmente, tenha apoiado Jofran Frejat, candidato a governador pelo PR, no segundo turno.  

O presidente do partido no DF, o ex-distrital Alírio Neto, teria sido sondado para indicar o administrador do Guará, que agora acumula também o SIA. Por este motivo, é que Edvaldo da Silva, embora seja dos quadros do PSB, ainda figura como interino. O distrital Rodrigo Delmasso  (PTN), que é do Guará, garante que abriu mão da indicação.

Correu as redes sociais



Uma foto de Vilson de Oliveira, o indicado para administrar Ceilândia Norte, circulou ontem pelas redes sociais. Com adesivos da campanha do então governador Agnelo Queiroz (PT), ele aparece como cabo eleitoral. Ocorre que o partido de Oliveira, o PEN, esteve coligado com Agnelo no primeiro turno. Aí pode estar a insatisfação do PSD com a escolha dele para uma das regiões da cidade. Talvez seja por isso que o vice-governador tenha frisado tanto que seu partido foi partícipe da vitória de Rollemberg. E desde o começo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...