sábado, 21 de fevereiro de 2015

Agefis coloca no site mapas de áreas de Ceilândia em regularização


Estão disponíveis no site da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) as poligonais de 11 Áreas de Regularização de Interesse Social (Aris). Destinadas ao atendimento da população de baixa renda e mais suscetíveis a invasões, são as primeiras regiões a ter os mapas no site da agência. A Agefis também pretende publicar, futuramente, as poligonais dos condomínios em processo de regularização.

Didáticos e de fácil interpretação, os mapas de uso do solo são subdivididos em diferentes cores, que representam áreas de uso residencial, comercial, a praças e parques, entre outros. Além de informar com transparência, o objetivo da disponibilização das imagens é conscientizar a população sobre a destinação das áreas e evitar a invasão de espaços reservados a equipamentos públicos como escolas, creches e hospitais.


“A regularização tem um limite, e a ideia é mostrar esse limite. Se as pessoas invadem as áreas destinadas aos equipamentos públicos, falta infraestrutura para as outras que moram na região”, explica a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro. “A nossa principal intenção é que as pessoas já instaladas defendam essas áreas, que vão garantir uma melhor qualidade de vida para elas", completa.

As poligonais de 11 Aris na Ceilândia (Pôr do Sol, Privê, Sol Nascente, Sol Nascente Trecho I, Sol Nascente Techo II, QNR 5, QNP 22/24), Estrutural, Sobradinho (Dnocs), Taguatinga (Primavera) e Núcleo Bandeirante (Vila Cahuy) estão na internet.

As imagens divulgadas pela Agefis em 12 de fevereiro foram elaboradas com base em mapas disponibilizados pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e com informações sobre os projetos urbanísticos repassadas pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação. A escolha das Aris para começar a divulgação se deu pela maior incidência de ocupações irregulares nessas regiões, geralmente consolidadas de forma rápida e por grilagem.

“Existem grileiros que fazem cobranças e uma população que ocupa essas áreas, que, em sua maioria, comprou de quem não era dono”, acrescenta Bruna. Ela diz que é preciso acabar com a “cultura da invasão” que sobrevive há décadas no DF e deixa um alerta: “A fiscalização é primordial para garantir a qualidade de vida das pessoas que moram na cidade, e a Agefis vai ser bastante dura com os invasores.”

Os mapas dos condomínios não têm prazo para entrar no ar, como informa a diretora-presidente da Agefis: “Ainda não temos todo o material, mas o nosso objetivo é disponibilizar a informação o mais rápido possível.”







Agência Brasília
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