quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

De acordo com o GDF, desocupação no Sol Nascente vai beneficiar 100 mil moradores da região


Em nota, o Governo do Distrito Federal afirmou que a operação para desocupar uma das duas áreas invadidas no Sol Nascente, em Ceilândia, terminou nesta quinta-feira (5). Em dois dias, ação conjunta da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) e da Secretaria de Segurança Pública e Paz Social retirou 82 construções irregulares, erguidas em região que receberá obras de infraestrutura (veja quadro abaixo). Nesta sexta-feira (6), a Agefis providenciará a limpeza total da área.


Ocupantes de 80 dos 82 imóveis removidos foram levados com seus pertences para locais indicados por eles. Já os moradores de outras duas construções irregulares retiradas hoje seguiram para um albergue público. Para evitar que novas edificações sejam construídas, servidores da Agefis e da segurança permanecerão no local até o início das obras de pavimentação e do sistema de captação de águas das chuvas. Segundo a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, as famílias retiradas do Sol Nascente serão cadastradas no programa habitacional Morar Bem, assim que as inscrições forem reabertas.


Resistência

No último dia da operação, servidores encarregados de desocupar a área invadida tiveram dificuldades para acessar o local. Os moradores queimaram um ônibus, atearam fogo em pneus e ergueram barricadas para impedir a passagem das equipes. O trabalho só começou por volta das 11 horas, após intervenção do Batalhão de Choque da Polícia Militar. À tarde, novo incidente obrigou a cavalaria da PM a conter pessoas armadas com paus e pedras.

Nos dois dias de operação, o governo utilizou 105 caminhões para transportar as mudanças das famílias e carregar o entulho resultante da remoção das construções ilegais. Em média, 600 servidores do governo, entre eles 340 policiais militares, participaram da retirada.


Benefícios

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, a desocupação no Sol Nascente vai beneficiar mais de 100 mil moradores da região. Se a retirada das invasões não for feita, o governo do Distrito Federal pode perder o repasse da Caixa Econômica Federal para obras de urbanização que representam investimento de R$ 216 milhões.

Agência Brasília
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