terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

GDF reconhece precariedade no Centro Obstétrico do HRC, mas não apresenta soluções


Em nota, o Governo do Distrito Federal afirmou que o centro obstétrico do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) atende a quase o dobro da capacidade mensal. A situação ocorre há, pelo menos, 30 anos, de acordo com a Secretaria de Saúde do DF. "É notório que precisamos aumentar a capacidade e o espaço; porém, mesmo com tantas limitações, conseguimos atender bem nossas pacientes", disse o coordenador do Hospital de Ceilândia, Fernando José Silva de Araújo, durante visita de jornalistas às instalações do local, nesta terça-feira (10).


A equipe de 40 médicos obstetras com contratos de 20 horas semanais realiza, em média, 640 partos por mês – o ideal seriam 350. Para comportar as mães e os bebês, há oito boxes de parto, quatro leitos extras e 29 incubadoras — dessas, cinco estavam em manutenção na tarde desta terça.


Para que o centro cirúrgico não tenha as portas fechadas, a direção do hospital adotou algumas medidas emergenciais – que já duram anos. A equipe de médicos é deslocada parcialmente para atender ao setor de emergência. Também houve mudanças no tempo de internação das pacientes. As que têm parto natural ficam internadas por 24 horas (a recomendação da Organização Mundial de Saúde é de 48 horas). No caso de cesarianas, esse tempo diminuiu de 72 para 48 horas. Quando há necessidade de estender a internação, as pacientes são transferidas para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).


O maior problema do hospital, no entanto, é a falta de espaço. Há projetos para a criação de uma casa de parto e a construção de um novo hospital em Ceilândia, mas são soluções em longo prazo. "O que precisamos fazer neste momento é desafogar o HRC, garantindo que as outras unidades trabalhem imediatamente com sua capacidade total", disse o subsecretário de Assistência à Saúde, Tadeu Palmieri, referindo-se ao Hmib e ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ambos com problemas de atendimento.

Na nota, o Governo do DF reconhece a precariedade no atendimento do HRC, mas não apresenta soluções a curto prazo.


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