terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Rollemberg enviará à Câmara texto que dá primeiro passo para levar as eleições diretas às cidades do DF


Em entrevista ao Jornal de Brasília, o Governador Rollemberg afirma que não existe mais a possibilidade da divisão da Ceilândia, e que ainda para fevereiro, está previsto o envio do projeto de lei que regulamenta os conselhos de representantes comunitários em cada administração regional. Esse será o primeiro passo para chegar à  eleição para administradores , promessa de campanha de Rollemberg. Confira a entrevista:


A fusão das administrações enfrentará resistências na Câmara e já houve o recuo da divisão da Ceilândia. O governo pode desistir de mais alguma mudança?

É natural do processo político. Estamos em um ambiente de necessidade de redução de gastos. Precisamos reduzir o número de administrações. É claro que não vamos comprometer os serviços dessas cidades. Pelo contrário, elas vão exigir de nós uma atenção especial para que tenham serviços adequados. No caso da Ceilândia, não tenho dúvida que do ponto de vista administrativo seria benefício para a cidade ter duas administrações. Ceilândia é uma cidade muito grande e seriam mais serviços perto da população. De fato, foi mal compreendido pela população e nós resolvemos deixar isso para outro momento. Até porque isso contribui para a economia que estamos fazendo.

Então ainda existe a possibilidade de dividir Ceilândia?

Não. Por ora, Ceilândia ficará com uma administração apenas. O projeto que encaminharemos à Câmara nós manteremos apenas um administração.

Qual a avaliação da trabalho dos administradores?

Primeiro que é fundamental rever o modelo de organização das administrações regionais do DF. É preciso rever qual é o papel das administrações regionais. Elas precisam de um número maior de servidores concursados. Existiam administrações quase completamente formadas de cargos comissionados. Isso tudo só fez crescer em mim a convicção de que é importante a eleição direta para administrador. Precisamos construir adequadamente esse modelo, mas estou convencido de que quem tem que escolher o administrador é a população.

A eleição direta pode acabar com a guerra travada pelos deputados, para a indicação de administradores?

Eu acho que eleição direta permitirá um debate mais acentuado com foco na cidade, nas melhorias da cidade. A população ao escolher o administrador vai participar desse debate e conhece quais as pessoas que têm liderança. Mas vamos encaminhar à Câmara Legislativa o projeto de lei que regulamenta os conselhos de representantes, previstos na Lei Orgânico do Distrito Federal. É uma oportunidade de que as pessoas com representatividade sejam ouvidas e de dar mais capilaridade à interação entre governo e sociedade. 

Já existe previsão de quando será enviada à Câmara a regulamentação dos conselhos?

Dos conselhos, sim. Queremos enviar rapidamente. Provavelmente agora, já em fevereiro. O de eleição direta para administrador regional será depois dessa discussão. Queremos discutir com a Câmara e a sociedade.

Daniel Cardozo, Eduardo Brito e Millena Lopes
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