quinta-feira, 12 de março de 2015

Ação integrada para a população em situação de rua é discutida na Administração de Ceilândia


O administrador regional de Ceilândia, Vilson Oliveira, reuniu-se nesta quinta-feira (12), para discutir ações integradas de abordagem social das pessoas em situação de rua na região. Participaram do encontro, representantes da Polícia Militar do Distrito Federal, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Conselhos Tutelares, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (SEDHS), eNúcleo de Políticas Sociais (NUPOLS), da administração.  
De acordo com a assistente social, Adelci Figueiredo, é importante levar sensibilização para esse segmento da sociedade. “Temos que contribuir para que essa situação não fique maior a cada dia. Estamos trabalhando para que essas pessoas possam resgatar seus vínculos”, frisa.  
De acordo com a  assessora técnica da Gerência de Serviços em Abordagem Social da Sedhs,  Lis Arantes,  a população em situação de rua necessita de ação transversal de vários serviços e as instituições deviam trabalhar em redes. “A equipe verifica as demandas e encaminha para cada órgão responsável”, observa.  

Números - Dados da Sedhs apontam que os principais motivos que levam a pessoa a morar na rua são: violência doméstica e sexual, doenças mentais, dependência de álcool e outras drogas, situação de pobreza, rompimento de vínculos familiares e crianças que já nascem em situação de rua.  Outro levantamento consta também que apenas 15% dessas pessoas vivem da mendicância. A maioria são idosos, crianças e adolescentes com família e residência, ambulantes e lavadores e vigias de carros.  
Segurança - Para o tenente coronel Meirelles, da Polícia Militar do DF, essa é também uma questão de segurança para a comunidade. “Se conseguirmos diminuir a população de situação de rua, diminuímos também a criminalidade. E essa diminuição só é possível com ações sociais”. Omajor Gervásio, do Corpo de Bombeiros do DF, lembrou ainda que, para que essas pessoas saiam das ruas, é importante que a população se conscientize e não dê esmolas para elas.
A preocupação do delegado da Polícia Civil, Davi Guedes, é que um grande número das pessoas em situação de rua, que são usuários de drogas, podem vir a cometer crimes, principalmente para a manutenção do vício (a maioria de crack).
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