quinta-feira, 5 de março de 2015

Apenas 20% dos imóveis do Sol Nascente são ocupados, o resto é especulação imobiliária, afirma Agefis


A Agefis (Agência de Fiscalização) informou, após a terceira etapa de derrubada de obras irregulares no Sol Nascente, em Ceilândia, que apenas 20% das residências que ocupavam área pública irregularmente estavam habitadas. Os outros 80% seriam para especulação imobiliária.
Segundo a agência, em algumas das casas não havia móveis, banheiros ou sinais de ocupação. A maior probabilidade é que os pequenos cômodos tenham sido construídos para demarcação de território. Na terça-feira (3), das 238 obras demolidas, apenas 52 eram habitadas, segundo cálculos da Agefis.
De acordo com a presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, muitas pessoas que estão com lote ou imóvel no local, têm perfil incompatível para ser beneficiário de programas de habitação.

— Diversas pessoas que foram retiradas do local já tinham sido contempladas em outros programas de moradia.
A maioria das famílias optou por realizar mudanças para casas de família ou para casas próprias. Doze foram encaminhadas para abrigo público, mas não permaneceram no local. Apesar da afirmação da Agefis, de que todos os moradores do local tiveram tempo para retiradas de móveis, habitantes contrariam a versão.
— Quando cheguei à Nova Jerusalém à tarde encontrei um cenário de guerra. Fumaça de pneus queimados, muito entulho na lama, famílias ao relento e o barulho dos tratores derrubando casas. Helicóptero, cavalaria e bombas, além de gente reclamando de ardência nos olhos, afirmou a moradora Késsia Barbosa.
Ao todo, 335 construções irregulares foram demolidas na área conhecida como Nova Jerusalém. A operação, com agentes da Agefis e policiais militares, começou às 10h da segunda-feira (2). Segundo a Agefis foram removidos 1,2 mil metros lineares de cabos de energia, cem pontos de luz e mais de 20 caminhões de entulho.
Portal R7
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