sexta-feira, 27 de março de 2015

Moradores de Ceilândia não comparecem ao Câmara em Movimento


A segunda edição do projeto Câmara em Movimento, que leva a estrutura do Legislativo e os distritais para as regiões administrativas, não atraiu tantos moradores de Ceilândia. Segundo o comando local da Polícia Militar, contando com os assessores dos distritais que comparam a sessão, apenas 150 pessoas estiveram no evento promovido pela Câmara Legislativa, para se aproximar da população. 

Ao contrário do que costuma acontecer nos eventos da Câmara nas cidades, desta vez muitos distritais estiveram lá. Ao menos 15 chegaram a falar ao público.

"Houve muitas pessoas que chegaram e já saíram. Vamos trabalhar melhor a publicidade do projeto para que nos próximos a população esteja informada", avaliou a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT).

Apesar do esvaziamento da sessão, a presidente comemorou a participação da população. "Tivemos um resultado positivo, pois foram mais de 30 os inscritos para falar. Fomos obrigados a fechar as inscrições por isso", avaliou Celina.

Com as associações
O distrital Reginaldo Veras criticou. "O evento foi mal divulgado. Deveria ter se convidado as associações para que elas se organizassem e trouxessem os pleitos para essa sessão”, analisou Veras.

A deputada Luzia de Paula (PEN), moradora da cidade, minimizou a falta de público e pediu mais políticas governamentais. "O exercício da democracia não visa a quantidade, mas a qualidade. Se houvesse uma única pessoa teríamos feito nossa parte em ouvi-la", disse.

O dono de uma ótica, que fica em frente ao espaço utilizado disse que só foi informado no fim da tarde de quarta-feira, quando foi montada a estrutura. "Não sabia de nada, daí, como prejudicou o movimento da minha loja preferi fechar", contou Evandro Macedo.

Mais informação
Sobre a falta de participação, o deputado Ivonildo Lira (PHS),  ouvidor da Câmara Legislativa, acredita que além da maior divulgação é necessário a conscientização sobre a própria participação na política. “Como ouvidor, acho  positiva a realização, mas acredito que ainda falta informação sobre como funciona ou as pessoas não compreendem”, disse Lira, ex-morador de Ceilândia.

Suzano Almeda do JBr
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