sexta-feira, 20 de março de 2015

Vice-governador foi reduzido ao papel de tapa-buracos nas Administrações Regionais


Renato Santana foi eleito vice-governador na chapa que elegeu Rodrigo Rollemberg, mas está sendo diminuído e exercendo a função de administrador regional em algumas cidades satélites, como Ceilândia, Vicente Pires e agora o Guará. Na verdade, quem está fazendo o papel de vice-governador ou até de governador administrativo, em alguns momentos, é o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, que já foi até apelidado pelo círculo político da Capital de “governador Hélio Doyle”. O papel de Rollemberg vem sendo o de governador de honra, e o de Santana, administrador regional de luxo.
Algumas pessoas enxergaram no gesto de Rollemberg ter visitado o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), na semana passada, acompanhado do secretário de Saúde, João Batista de Sousa, como uma retomada do papel de governador administrativo, função que até então estava informalmente sendo exercida pelo chefe da Casa Civil.

Na hierarquia do GDF, Doyle é subordinado ao vice-governador, mesmo que na prática a Casa Civil desempenhe mais funções.
Renato sempre deixou claro que seria um vice-governador “de rua”, que não ficaria fechado dentro de um gabinete burocrático. Contudo, o papel que vem exercendo não tem nada haver em se aproximar da população. Seria muito mais proveitoso se fizesse visitas a hospitais, comunidades ou algo do tipo, ouvindo a população, do que acumular funções administrativas nas satélites.
Retomada de posto
O vice-governador tem história e só deve se submeter às ordens do governador. Está na hora de retomar o seu posto e não aceitar mais o papel de tapa-buracos das regionais. Na ausência ou impedimento de Rollemberg, quem assume é ele. Portanto, além de dizer que não é a rainha da Inglaterra, muito menos um quebra-galho, Renato terá que deixar claro, especialmente para a Casa Civil, que é o vice-governador do Distrito Federal, eleito pela população.
Blog do Fred Lima
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