quinta-feira, 30 de abril de 2015

Deputada Telma Rufino é alvo de operação da polícia civil


Operação da Polícia Civil do Distrito Federal contra lavagem de dinheiro cumpre 36 mandados de busca e condução coercitiva desde as 4h30 desta quinta-feira (2). As fraudes podem chegar a R$ 100 milhões, e a polícia suspeita que os valores eram usados no financiamento de campanhas políticas.

Entre os investigados estariam a deputada distrital Telma Rufino (PPL) e o ex-diretor do DFTrans, Marco Antônio Campanella. O G1 tenta contato com Campanella desde as 6h45 desta quinta. A polícia informou que ele já estava no Departamento de Polícia Especializada (DPE) às 7h30, mas não soube dizer se o depoimento já havia começado neste horário.
O advogado da deputada, Eduardo Albuquerque, afirmou que Telma desconhece o motivo da operação e negou qualquer envolvimento dela com o DFTrans.  "Ela não sabe nem do que se trata, não tem a menor idéia do que seja isso", disse. "Nos temos que ter conhecimento do que se trata e, na delegacia, quando tivermos acesso ao inquérito nós vamos nos manifestar em público."

De acordo com Albuquerque, as 8h10 o chefe da operação, delegado Jefferson Lisboa, estava na casa da deputada à procura de documentos. O advogado acompanhou as buscas e afirmou que, até o mesmo horário, a polícia não havia encontrado nenhum documento que a comprometesse. Ele afirmou que Telma deve prestar depoimento na delegacia ainda nesta manhã.
Segundo a Polícia Civil, documentos e computadores foram apreendidos nas casas de Telma e Campanella. Nas primeiras horas da operação, a polícia também recolheu carros de luxo e relógios que teriam sido comprados com o dinheiro desviado.
Fachada de condomínio onde mora a deputada distrital Telma Rufino (PPL), no Park Way (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Os mandados são cumpridos pela Coordenação de Repressão a Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e Fraudes (Corf) da Polícia Civil. A operação, batizada de Trick, é realizada por 220 policiais civis em oito regiões administrativas (Águas Claras, Vicente Pires, Samambaia, Gama, Sobradinho, Taguatinga, Riacho Fundo, Ceilândia), na Asa Norte e em três cidades do Entorno (Novo Gama, Valparaíso e Santo Antônio do Descoberto).
As investigações levaram 19 meses até chegar a 54 empresas fantasmas que pegavam empréstimos com o Banco do Brasil entre os valores de R$ 800 mil a até R$1,4 milhão. Depois que o dinheiro entrava na conta, os suspeitos simulavam compras e recolhiam notas fiscais frias para comprovar os gastos.
Informações do G1
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