sexta-feira, 22 de maio de 2015

Campus da UNB em Ceilândia enfrenta problemas de infraestrutura


A Faculdade de Ceilândia (FCE) possui problemas de infraestrutura sete anos após inauguração. O Campus conta hoje com apenas 16 salas de aula e 14 laboratórios, insuficientes para os 2.140 alunos matriculados. Devido à falta de espaço, a FCE ainda utiliza o espaço do Centro de Ensino Médio (CEM) 04, que fica a pouco mais de 1,5 km de distância.
Conhecido como “Campus provisório”, o colégio é usado desde a formação da primeira turma, no segundo semestre de 2008. O local foi reformado para atender às necessidades dos alunos e, hoje, oferece mais 10 salas e sete laboratórios. “Um dos principais problemas da FCE é a carência de salas de aula para comportar todas as matérias que são oferecidas”, afirma a estudante de Farmácia Verônica Alves. Ela acredita que a solução seria investir em mais prédios com salas de aula, visto que entre os três existentes no Campus Ceilândia apenas um atende essa necessidade.
O vice-diretor do Campus Ceilândia, Araken Werneck, disse que existem dois prédios a serem construídos: mais uma Unidade de Ensino e Docência (UED) e uma Unidade de Ensino e Pesquisa (UEP). Contudo, a licitação que autoriza a construção do UEP estava prevista para esse ano e não saiu; a UED não tem data para ser licitada. Após autorizada a construção, o Governo de Brasília precisa abrir edital para as construtoras.

A Faculdade também sofre com as chuvas. O administrador do Campus, Alisson Alves, conta que dependendo do sentido da chuva, entra água nas salas da parte de trás do prédio da UED. Ele afirmou que os laboratórios também sofrem com infiltração, mas que não existe registro de danos aos equipamentos.
Devido à demora da prefeitura para retornar os pedidos de reforma, os funcionários da FCE improvisam para não sofrer com os danos causados pela chuva. Segundo Alisson, eles têm que ser criativos e não podem esperar sempre. “Quando o mofo se instala nas paredes, nós tiramos e pintamos. Se a chuva for forte e atingir as salas, nós arrastamos e empilhamos equipamentos”, conta.
Outro problema gerado pelas chuvas é o alagamento nos acessos aos prédios da Unidade de Ensino e Docência e da Unidade Acadêmica. Devido à inclinação do terreno e a falta de drenagem, a água acumulada dificulta o trânsito entre as duas unidades. A estudante Verônica ressalta que a situação atrapalha os alunos: “Às vezes você tem aula em outro prédio e precisa se jogar na chuva para chegar. E você molha os pés, o corpo, molha tudo”.
A diretoria da FCE já realizou pedidos de reforma que nunca foram retornados, como os de reparo dos equipamentos de ar condicionado, que deixaram de funcionar em outubro do ano passado. Além disso, os elevadores para deficientes nunca funcionaram. Os engenheiros fizeram as visitas técnicas, mas ninguém apareceu para resolver o problema. Os dois alunos que fariam uso dos aparelhos costumam subir e descer por rampas.
Outro problema levantado pelos alunos é a questão do Módulo de Serviços e Equipamentos Esportivos (MESP), que são como os amarelinhos do Campus Darcy Ribeiro. O local abriga os Centros Acadêmicos e o Restaurante Universitário. Por conter dois espaços abertos no teto, as cadeiras ficam molhadas quando chove. Além disso, o MESP é aberto nas laterais e a circulação do vento esfria a comida.
O vice-diretor do Campus aponta a falta de materiais como dificuldade para a execução dos reparos. Ele ressalta que nem sempre o material necessário está disponível em estoque no Darcy Ribeiro e cita como exemplo o caso dos postes. As lâmpadas precisavam ser trocadas e, embora tenham as recebido, não havia reatores suficientes para que todos os postes funcionassem.
Mesmo com problemas, a Faculdade de Ceilândia oferece cursos de excelência em saúde. Os cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional têm nota máxima na avaliação do MEC. Além disso, a FCE conta com diversos projetos de extensão que atingem a comunidade. Um exemplo é o “Escola de avós e oficina de quedas: aprender para prevenir”, o qual propõe atividades educativas, rastreamento de idosos em risco de quedas e programa de exercícios terapêuticos.
Procurado pela reportagem, o Professor Marco Aurélio Gonçalves, prefeito do Campus, não respondeu a entrevistas. 
 Jornal Campus Online
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