quarta-feira, 13 de maio de 2015

"Combatendo a violência de gênero pela base" foi tema de palestra em Ceilândia


A coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher, Dulcielly Nóbrega, deu uma palestra na manhã desta quarta-feira (13/05) para cerca de 400 alunos do Centro de Ensino Fundamental 27, em Ceilândia Norte. O tema, “O Papel da Defensoria Pública e a Violência de Gênero”, foi um dos selecionados pelo colégio para a edição deste ano da Semana de Educação para a Vida. Nóbrega ressalta o caráter preventivo desse tipo de palestra. “De tanto você falar, eles vão entendendo que a violência não é natural. De que o homem não pode bater na mulher, de que ela não está só e que isso não é um problema restrito à vida privada”.
A Lei Maria da Penha foi o tema principal da conversa com os alunos do sexto e nono ano, realizada na quadra da escola. A defensora ressaltou ainda o papel da Defensoria não só de prestar assistência jurídica, mas também de educar a população para os seus direitos. “Você contribui para formar cidadãos mais informados, meninas já conscientes dos seus direitos”, ressalta.
O coordenador pedagógico, Marcos Dumont, explica que a iniciativa foi instituída por lei em 2009 e que, desde então, as escolas de todo país devem reservar uma semana para tratar temas relevantes para as crianças e para a comunidade, mas que são paralelos aos conteúdos didáticos.

Fernanda Milena, de 11 anos, foi uma das alunas mais participativas e reflete isso. “Foi muito bom aprender coisas novas”, garante. “As meninas não sabem muito sobre isso, mas essa palestra foi importante porque agora elas já sabem que se o homem bater na mulher, ela pode procurar a lei”, diz.
Cada escola tem autonomia para escolher a melhor maneira de executar a Semana de Educação para a Vida, de acordo com a sua realidade. Este ano, o coordenador apostou em trazer convidados de fora. “Por mais que a gente estude e tente tratar de temas como este em sala, não temos a mesma propriedade para falar como uma pessoa da área. Buscar alguém para falar com os meninos traz muito mais resultado”, explica.
Dumont acrescenta que a violência contra a mulher é um assunto fundamental e o vice-diretor do colégio, Leonardo Capuzzo, concorda. “Os níveis de violência contra a mulher ainda são muito altos, principalmente nas regiões periféricas. Falar disso é muito importante”. Ele garante que as palestras surtem efeito, mesmo que de maneira sutil. “Por exemplo, quando a gente traz uma palestra sobre racismo, os problemas com isso tendem a diminuir”, acrescenta Dumont.
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