quarta-feira, 13 de maio de 2015

Executiva do PPL decide instaurar processo interno para expulsão de Telma Rufino


A Executiva Nacional do Partido Pátria Livre (PPL) decidiu, na última sexta-feira, abrir processo interno para expulsão da deputada distrital Telma Rufino. A medida foi tomada diante das evidências de envolvimento da deputada na quadrilha desbaratada pela Operação Trick, da polícia civil do Distrito Federal - sobretudo as copiosas gravações de chamadas telefônicas, que mostram sua estreita associação com Edigard Enéas da Silva, que, segundo constatou a polícia, era a figura central no esquema de empresas de fachada e lavagem de dinheiro que lesou o Banco do Brasil em mais de R$ 40 milhões.

A proposta de instalar processo disciplinar para expulsão do partido, feita pelo presidente nacional do PPL, Sérgio Rubens de Araújo Torres, foi apoiada pelos demais membros da Executiva e aprovada por unanimidade. "O crescimento do partido não comporta baixar a guarda, ao contrário, é necessário reforçar a discussão sobre as filiações com a máxima vigilância", afirmou o presidente da sigla.
A deputada foi, também, suspensa do cargo de vice-presidente do partido no DF até a conclusão do processo disciplinar.
Na reunião da Executiva, o presidente do Diretório do Distrito Federal, Marco Antônio Campanella, apresentou pedido de licença do cargo, para concentrar-se na sua defesa, diante das acusações consequentes à invasão do partido, em Brasília, por essa quadrilha.
Na carta que apresentou à Executiva Nacional, Campanella relata que "nosso partido, em Brasília, foi vítima de uma agressão por parte de algumas pessoas que buscavam unicamente se beneficiar com esquemas ilícitos, sobre os quais só viemos a conhecer agora e que em nada nos favoreceram na campanha eleitoral de 2014, como está demonstrado na prestação de contas que apresentamos à Justiça Eleitoral. A quebra do nosso sigilo bancário e fiscal também demonstrará de forma irrefutável que não houve nenhum outro tipo de favorecimento. (…) manifesto minha mais profunda revolta pela tentativa torpe de envolverem meu nome com esse esquema agora denunciado e, nesse sentido, já me coloquei totalmente à disposição para contribuir com a plena elucidação dos fatos, o que vai comprovar o que estou afirmando, e expresso meu integral apoio às medidas disciplinares que o partido julgar necessárias para demonstrar que não somos nem nunca seremos complacentes com desvios éticos de qualquer natureza".
O pedido de licença foi aceito e os membros da Executiva do PPL externaram sua solidariedade a Campanella, contra o qual não há provas das acusações – em alguns telefonemas entre Edigard e Telma, gravados pela polícia, é, inclusive, evidente a hostilidade deles em relação a Campanella.

Fonte: Jornal Hora do Povo
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