segunda-feira, 25 de maio de 2015

Polícia prende grileiros em Ceilândia com cerca de 2 milhões de reais


A partir de 40 dias de investigações realizadas pela equipe da 19ª DP, foi deflagrada, nas primeiras horas desta segunda-feira (25), a operação batizada de “O Comando é Nosso”. Durante as diligências, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em desfavor de integrantes de uma facção criminosa denominada “Comando Sol Nascente”. Ao todo, foram presos quatro homens e uma mulher, acusados de integrar a quadrilha. 

As prisões ocorreram em cumprimento a mandados de prisão temporária e contou com a participação de 90 policiais civis e equipes da Divisão de Operações Especiais (DOE/PCDF).


De acordo com o apurado, esse grupo vinha cometendo crimes de grilagem de terras e esbulho possessório na área do Condomínio Sol Nascente (Ceilândia Norte), além de tráfico de drogas, porte ilegal de arma e munição, extorsão e de um duplo homicídio que resultou na morte de uma mulher e de uma criança de três anos de idade, fato ocorrido em abril deste ano.
“Além desses crimes, os autores aterrorizavam, mediante grave ameaça de morte e violência física, os compradores e moradores de terrenos irregulares do condomínio. Em alguns casos, as vítimas eram expulsas dos lotes, os quais eram posteriormente revendidos pela organização criminosa a terceiros,” conta o delegado-chefe da 19ª DP, Fernando Fernandes. “Um dos envolvidos, preso na ação de hoje, chegou a destruir câmeras de segurança da Secretaria de Segurança Pública do DF, instaladas em vias da cidade,” ressalta.
A operação também resultou na apreensão de duas armas e de dois simulacros, além de munições, calibres 38, 45, 44 e 9mm, e dois veículos utilizados na prática de vários crimes, inclusive roubos a comércio. Também foram apreendidos R$ 2 milhões em cheques, resultado de grilagem no Setor Habitacional Sol Nascente.
Os autores, se condenados pelos crimes, poderão ficar presos, em regime de reclusão, por pelo menos 30 anos. Cumpridas as formalidades da Lei, eles serão recolhidos à carceragem da PCDF e a autora, à Penitenciária Feminina do DF.
As diligências prosseguem no sentido de prender dois foragidos acusados de integrar a quadrilha.
Divisão de Comunicação/DGPC
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