quarta-feira, 24 de junho de 2015

Aumenta taxa de desemprego no DF



As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal – PED-DF, realizada pela Secretaria de Estado de Trabalho, CODEPLAN, DIEESE, em parceria com a SEADE, mostram que a taxa de desemprego total cresceu ligeiramente, ao passar de 14,1%, em abril, para os atuais 14,4%. Segundo as suas componentes, a taxa de desemprego aberto elevou-se de 11,3% para 11,7% e a de desemprego oculto (2,8%) não variou.

O contingente de desempregados foi estimado em 225 mil pessoas, 10 mil a mais do que no mês anterior. Esse resultado decorreu do insuficiente crescimento do nível de ocupação (geração de 14 mil postos de trabalho) para absorver o aumento do número de pessoas que a integrar a força de trabalho da região (23 mil) (Tabela 1). A taxa de participação - indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos e mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – elevou-se de 61,8% em abril, para 62,6% em maio.

Entre abril e maio de 2015, a taxa de desemprego total aumentou nos grupos de Regiões Administrativas do Distrito Federal: Grupo 1, que reúne as regiões de renda mais alta (passou de 6,1% para 6,4%); Grupo 2 de renda intermediária (de 11,9% para 12,2%) e Grupo 3, que reúne as regiões de renda mais baixa (de 16,9% para 17,3%).

No mês em análise, o nível de ocupação elevou-se 1,1%, passando a ser estimado em 1.331 mil pessoas. Setorialmente, tal desempenho resultou do crescimento no Comércio (2,8%, ou 7 mil) e, em menor medida, nos Serviços (0,5%, ou 5 mil) – com destaque para Administração Pública, Defesa e Seguridade Social (1,0%, ou 2 mil). Houve, ainda, relativa estabilidade na Construção (1,4%, ou geração de 1 mil postos de trabalho) e na Indústria de Transformação.

Segundo posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados não se alterou em relação ao mês anterior, resultado da combinação entre a pequena variação positiva no setor privado (0,4%) e o desempenho negativo no setor público (-1,0%). No setor privado aumentou o assalariamento com carteira de trabalho assinada (0,5%, ou 3 mil) e pouco variou o sem carteira (1,1%, ou 1 mil). Ampliou-se o número de autônomos (5,5%, ou 8 mil), de empregados domésticos (3,6% ou 3 mil) e dos classificados nas demais posições.

Reduziram-se os rendimentos médios reais de ocupados (-1,6%) e assalariados (-0,6%), que passaram a equivaler a R$ 2.677 e R$ 2.881, respectivamente, entre março e abril de 2015. O rendimento médio dos autônomos diminuiu 1,7%, ao passar de R$ 1.747, para R$ 1.718.

Entre março e abril de 2015, a massa de rendimentos reais apresentou ligeira oscilação negativa para ocupados (-0,4%) e crescimento para os assalariados (1,0%). No caso dos ocupados, houve redução do rendimento médio real com mais intensidade do que o aumento do nível de ocupação e, no dos assalariados, o aumento do nível de emprego foi maior do que o decréscimo do salário médio.

Secretaria de Trabalho e do Empreendedorismo do DF
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...