quinta-feira, 18 de junho de 2015

Documentos comprometem mais deputados distritais na operação Trick


Tudo parecia esta sendo levado em banho-maria, mas a pressa em apontar um único culpado como bode expiatório remexeu com cerca de 1700 páginas e fez vir a tona personagens quem vinham sendo poupados para transformar o inquérito da operação Trick da Polícia Civil do DF em objeto para atingir a deputada distrital Telma Rufino e emplacar a primeira suplente do PPL, Jaqueline Silva.

A farta documentação com centenas de horas de gravação autorizadas pela Justiça revelou que vários parlamentares mantinham estreitas relações com o chamado crime organizado. O grupo batizado como orcrim (organização criminosa) figura nas páginas do inquérito operando um forte esquema de empréstimos para empresas criadas de fachada para lesar em mais de R$ 100 milhões o Banco do Brasil.
A orcrim também opera em outros bancos como o Banco Regional de Brasília (BRB) que ainda está em investigação sigilosa. A cerca de dois anos e meio, uma delegada começou a investigar o movimento de pessoas poderosas na política de Brasília envolvidas com criminosos que fraudavam o BRB. A consequência foi a transferência da delegada para a terceira delegacia de polícia, situada no bairro Cruzeiro.
De malas prontas a delegada indignada fez chegar ao conhecimento do Ministério Público e a Polícia Federal a sua transferência e o real motivo que foi o poder político atuando forte no governo do petista Agnelo Queiroz. Com a virada de governo as gavetas foram abertas e de pronto divulgaram parte das investigações batizadas como operação Trick.
O setor de inteligência da Polícia Cívil e Ministério Público receberam a informação de que Marco Antônio Tofetti Campanella, com a alcunha de Campanella, se preparava com passaporte para deixar o país de mudança, foi aí que não restou mais tempo e tiveram que antecipar a operação batizada como Trick que amanheceu na residência do ex-diretor do DFTRANS com um mandado de busca e apreensão e condução coercitiva.
O investigado, chamado de criminoso nos autos prestou depoimento na tentativa de negar qualquer envolvimento com a organização criminosa (orcrim). Dado o escândalo, a deputada distrital, Telma Rufino, também teve a sua residência vasculhada pela polícia, as escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelam ao menos a relação de amizade entre a deputada e um dos líderes da orcrim, Edgard Enéas da Silva, ja o presidente regional do PPL, Marco Antônio Campanella, demonstra claramente que foi beneficiado pelo esquema criminoso de desvio de dinheiro do  Banco do Brasil, através de empresas laranjas.
Com a investigação ainda em curso, muitas autoridades citadas no inquérito estão sob investigação e podem ainda chegar a está envolvida no esquema que foi forçado pela polícia a ser deflagrado para impedir a fuga de um dos líderes do grupo criminoso. O processo que foi dividido em três frentes de investigação terá o seu primeiro relatório concluído no final de julho, a polícia não colheu nenhum depoimento de possíveis parlamentares envolvidos no escândalo.
A CPI dos Transportes Coletivos de Brasília deve requisitar o primeiro processo onde se fala do DFTRANS e do então diretor da autarquia, Marco Antônio Campanella, que esteve negociando na cidade goiana de Anápolis com empresários do ramo de transporte, bacias do setor em Brasília e entorno.
Nesta quarta-feira no programa de rádio Retrato Falado na OK FM 104.1 foi citado com exclusividade o nome dos deputados distritais, Rodrigo Delmasso e Robério Negreiros e Telma Rufino, onde foi perguntado sobre a relação dos parlamentares com integrantes da organização criminosa.
Este colunista foi procurado pelos parlamentares e o deputado Rodrigo Delmasso justificou sua relação dizendo que Edgard Enéas da Silva, foi apresentado por uma presidente de associação na Ceilândia e que manteve três contatos com ele, disse também que Edgard pleiteava a legenda do PTN no entorno de Brasília e também pediu a Secretaria de Trabalho no governo de Rodrigo Rollemberg, sinalizando que iria apoiar uma possível candidatura do deputado à câmara federal onde ele Edgard disputaria uma cadeira na câmara distrital. Segundo as informações do deputado o passado recente de Edgard o descredenciava totalmente para que se mantivesse uma boa relação e se afastou, deixando apenas para traz, três encontros, dois em cafés e outro na câmara distrital, onde foi apresentado.
O deputado distrital peemedebista, Robério Negreiros, justificou o seu nome citado no depoimento de Campanella dizendo que presidia uma comissão na Assembleia Legislativa e acompanhava toda  movimentação no DFTRANS e que chegou a convocar o diretor à época, Marco Antônio Campanella para prestar esclarecimentos a cerca de problemas na autarquia, disse também que apesar do Secretário de Transporte, Walter Vasques, ter sido indicado por seu partido à época, nunca houve privilégio ou proteção quando esteve à frente da comissão.
A deputada distrital Telma Rufino disse ter sido amiga de Edgard e nega qualquer envolvimento no esquema de fraude e desvio de dinheiro do Banco do Brasil, disse também que após sua eleição rompeu com Edgard , não mais tendo contato com ele, disse também que Edgard pediu uma secretaria em nome do partido, mas ela disse não ter força para atender o pleito e que esse teria sido o motivo do seu rompimento.
Veja a baixo algumas degravações de diálogos interceptadas pela Polícia Civil do DF com autorização judicial e parte do depoimento de Campanella na operação Trick.




Fonte: Portal Quidnovi
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