terça-feira, 16 de junho de 2015

Governo Americano proíbe que seus funcionários visitem Ceilândia entre as 18h e as 6h


Diversos países do planeta, principalmente aqueles pertencentes ao chamado "Primeiro Mundo", mantêm sites que alertam seus cidadãos para possíveis perigos em viagens internacionais.
"Não vá ao Iraque pois você pode ser sequestrado pelo Estado Islâmico", diz uma página do governo britânico na internet. "Não recomendamos nenhum tipo de viagem ao Afeganistão", avisa o site do Departamento de Estado americano, antes de citar os ataques suicidas que ocorrem periodicamente no território asiático. 

Mas, o que governos estrangeiros falam para as pessoas que querem visitar o Brasil?
Como é de se supor, a nação verde amarela não é muito bem cotada no quesito índices de violência. Mas, nos alertas, temas como os protestos de rua contra o governo, o modo de dirigir dos brasileiros e até a falta de água em São Paulo também aparecem como fatores que podem ameaçar a segurança do turista "gringo", dando a impressão de que uma viagem ao Brasil pode ser uma emocionante (e arriscada) aventura.    
Em seu site de alertas para viagens (smartraveller.gov.au), a Austrália divide as nações do mundo em categorias, como "países em que o turista deve exercer precauções de segurança normais", "países onde o visitante deve exercer um alto grau de cuidado" e "países que não devem ser visitados de jeito nenhum". O Brasil aparece na segunda opção, como um lugar onde o forasteiro deve tomar muito cuidado.
"O Brasil tem altos níveis de crimes violentos, principalmente nas grandes cidades", diz o governo australiano. "A incidência de crimes como assaltos à mão armada, sequestros e violência sexual é significante". E continua: "dirigir no Brasil é arriscado, devido a hábitos de direção agressivos existentes no país. Não espere que o carro vá parar quando você atravessar a rua". A Austrália também alerta para o problema da falta d'água no Estado paulista, dizendo "que uma seca severa afetou São Paulo" e, com isso, "a qualidade da água diminuiu". "Use apenas água engarrafada para beber ou cozinhar", recomenda o site.
Se depender do governo americano, será difícil encontrar cidadãos dos Estados Unidos participando de algum protesto contra o governo nas ruas do Brasil. "Se [ao visitar o Brasil] você souber de algum protesto na sua vizinhança, evite sair à rua", escreve o Departamento de Estado dos EUA em seu site (travel.state.gov). "A polícia brasileira tem usado gás lacrimogênio e unidades de cavalaria para dispersar os manifestantes".
Já a lista de crimes que podem afetar o turista feita pelo governo americano é longa: "o índice de assassinatos no Brasil é quatro vezes mais alto do que nos Estados Unidos", diz o site. "Turistas estrangeiros são alvos comuns e a habilidade da polícia brasileira de recuperar objetos roubados é limitada". Além disso, o governo americano não vê os entornos da capital federal como muito seguro: a entidade proíbe que seus funcionários visitem, entre as 18h e as 6h, as seguintes cidades-satélite de Brasília: Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá.  
http://viagem.uol.com.br/
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