sexta-feira, 19 de junho de 2015

Jovens de Ceilândia criam grupo de doações e atraem voluntários pela web


A banalização da pobreza foi a motivação para que dois primos de Ceilândia, se juntassem e, com o apoio de amigos e familiares, iniciassem um projeto para doar roupas a pessoas carentes da região. Jakson Filho, de 22 anos, e Gabriel Bittencourt, de 18, ambos estudantes, arrecadam cobertores, calçados, casacos, blusas e casacos e saem pelo menos duas vezes por mês às ruas para entregá-los.


Para mostrar a ação e atrair voluntários, eles postam vídeos das ações em redes sociais. As imagens, que mostram os jovens ajudando e evangelizando moradores de rua, tinham mais de 10 mil visualizações até esta quinta-feira.

"Hoje em dia estamos acostumados a ver as pessoas necessitadas, às vezes passamos direto e nem ligamos. Estão sempre aqui perto de casa e muitos não conseguem sair daquela situação. Ficamos de coração partido. Está faltando mais sensibilidade e compaixão. Na igreja aprendemos que devemos amar ao próximo. Fazemos as gravações para mostrar que qualquer um pode ajudar", fala Filho.

A iniciativa começou no início do ano com o apoio dos vizinhos da quadra 3 de Ceilândia e está se expandindo, afirma. O projeto conta com a ajuda da Igreja Assembleia de Deus local, que os primos frequentam, e de pessoas que conheceram o projeto por meio dos vídeos.

O estudante e amigo de Jakson Filho, Luís Bezerra, foi uma das pessoas que ficou sabendo da proposta por meio da internet. "Vi ele postando, me interessei, perguntei e comecei a participar. Chegamos a sair todos os dias para fazer doações."
Para ajudar, basta seguir os organizadores do grupo nas redes sociais para ficar a par das saídas ou doar o que desejar na igreja, localizada na QNM 17/19, área especial A de Ceilândia, próxima ao Hospital Regional.
"As pessoas nos adicionam e vêm aqui buscar e deixar as doações. Fica bem prático. O pessoal já conhece", explica Filho. Devido aos estudos dos participantes, as saídas foram suspensas até o início de julho, período das férias escolares, quando serão retomadas.
Em geral, a recepção dos moradores de rua é positiva, apesar de haver desconfianças, afirma Bezerra. "Muitos rejeitam de início, a maioria tem medo quando a gente chega, mas depois que veem o trabalho fica tranquilo. Eles choram, ficam muito emocionados. A gente também fica. Antes mesmo eu pensava mais em mim e em mais nada. Mudei totalmente. É preciso falar da palavra de Deus para essas pessoas e mostrar que alguém se lembra delas."

Fonte: Portal G1
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