quarta-feira, 10 de junho de 2015

Novos albergues no DF estão de portas fechadas por falta de pagamento


Mesmo prontos, albergues que seriam usados para abrigar moradores de rua estão fechados no Distrito Federal por causa de dívidas do governo com as construtoras. Outras unidades têm obras paradas pelo mesmo motivo. A Novacap informou que aguarda a liberação de recursos para retomar as obras e que, assim que o dinheiro sair, o albergue de Planaltina pode ser entregue em 20 dias. A Secretaria de Desenvolvimento Humano disse que está elaborando um edital para chamar insituições credenciadas para administrar os locais.


Na zona rural de Planaltina, uma obra no meio do mato está parada há oito meses. Se funcionasse, poderia abrigar até 500 moradores de rua.
O único morador é o vigilante Raimundo Nonato, que vaga sozinho pela construção. O albergue tem banheiros e espaços para quartos, porém a energia elétrica ainda não foi ligada. Na guarita, é uma lamparina improvisada que ilumina a noite.
Um abrigo em Ceilândia está pronto e outro em São Sebastião está com 70% das obras concluídas. Juntos, teriam a capacidade de atender 1,5 mil moradores de rua. Para o presidente da Associação Brasiliense de Construtoras, Afonso Assad, o governo poderia concluir as obras e colocar os locais em funcionamento com pequenas ações.
"A gente entende a dificuldade que o governo vem passando, o setor entende, mas, por exemplo, para o albergue de Ceilândia não precisa nada. Para o de Planaltina, hoje [o governo] tem R$ 800 mil devendo à construtora. A obra já está pronta. Com isso, se o governo sentar com a empresa, resolve rapidinho", declarou.
Além das pessoas nas ruas, outro problema gerado é a deterioração das estruturas, avalia Assad. "Essas obras, a partir do momento em que elas estão prontas e não são entregues, começam a deteriorar e a ter algum problema ou outro. Isso é um prejuízo para o setor público."
Uma reportagem da equipe do Bom Dia DF desta terça-feira (9) mostrou a luta de voluntários para alimentar moradores de rua e o trabalho da Casa Santo André, com diversas unidades pelo DF, que abriga por até seis meses 250 pessoas que não têm onde morar. A coordenadora do projeto diz que necessita de mais vagas, com urgência.
Portal G1
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