quinta-feira, 11 de junho de 2015

Postos comunitários da PM serão desativados em todo o DF


O chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Nunes, confirmou na tarde desta quinta-feira (11) que os postos comunitários da corporação, implantados durante o governo de José Roberto Arruda, serão desativados. A declaração foi feita em reunião da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O presidente da Comissão, deputado Joe Valle (PDT), propôs a realização de uma audiência pública, em conjunto com a Comissão de Segurança da Casa, para debater a futura destinação dos postos.

Na avaliação do coronel, os postos macularam o policiamento comunitário. Para ele, o policiamento comunitário é muito mais do que um posto físico e pressupõe mobilidade e interação com a população. "Não podemos concordar com o engessamento do policiamento. Precisamos de mobilidade para atuar preventivamente", explicou.
De acordo com o militar, o corpo técnico da PM não foi ouvido na implementação do programa, o que contribuiu para sua inviabilização. Outro problema apontado foi a falta de critérios técnicos de localização dos postos. Para o pleno funcionamento dos postos, segundo estimativa do coronel, seriam necessários mais nove mil policiais.
Coronel Nunes informou ainda que algumas recomendações feitas pelo Tribunal de Contas do DF não têm como ser atendidas. "A saída é não continuar insistindo nesse erro e desativar o programa, que causa prejuízo para a polícia e para a população", afirmou.
Somente serão mantidas algumas unidades que são consideras estratégicas pela PM, como o posto da Estrutural. O programa previa inicialmente a implantação de 300 postos, mas somente 131 foram criados, ao custo de R$ 18 milhões. Dezesseis postos comunitários já foram queimados pela população, desde sua implantação.
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