terça-feira, 2 de junho de 2015

Presidente da Câmara do DF, Celina Leão deixa base de Rollemberg


A presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Celina Leão (PDT), deixou a base de apoio do governador Rodrigo Rollemberg nesta terça-feira (2). A decisão foi comunicada aos líderes dos partidos em uma reunião no início da tarde, e confirmada no plenário da Casa às 16h. Ela diz que adotará postura "independente".

"Eu peço ao governador do DF que faça uma requalificação de seu governo, que faça o primeiro choque de gestão. Todos os projetos que o governador precisar para cuidar da cidade, ele terá o meu apoio. Mas essa Casa tem se portado de forma independente. Eu quero ter a liberdade de estar livre, descomprometida de qualquer projeto que em que eu tenha dúvidas", afirmou Celina.

A presidente da Câmara afirmou que os cargos do GDF continuam nas mãos de gestores do ex-governador Agnelo Queiroz, e que o PT está fazendo oposição sem deixar os postos. Segundo ela, as práticas de governo não foram alteradas pelas eleições.
"O que me deixa brava é você ver essas pessoas descredenciarem esse governador e estarem lá na Casa Civil. Tinham que ter vergonha na cara, pedir exoneração. Se falar que é mentira, eu tenho nomes, eu trouxe as listas", afirmou, sem citar nomes ou cargos específicos.
Após o anúncio, o deputado Wasny de Roure (PT) pediu a palavra e negou que haja indicados da legenda em cargos de comando. "O PT nesta casa tem dado uma contribuição invejável ao governo. A maioria dos projetos do Buriti aprovados nesta Casa são substitutivos nossos. Gostaria que Vossa Excelência fosse clara quando acusa a presença do PT neste governo", afirmou.
Partido em dúvida

Correligionário de Celina, o deputado Joe Valle (PDT) disse que se mantém na base até que o partido se reúna e tome uma decisão coletiva. O parlamentar diz que ficou sabendo da mudança na base aliada "pela imprensa", e que a bancada do partido não foi consultada.

"Se houvesse uma reunião, acho que eu, o deputado Reginaldo [Veras] teríamos pacificado, apaziguado. Acredito que seja uma coisa breve, vai num dia e volta no outro. Mas vamos reunir a Executiva do partido e tomar uma decisão com base no partido", afirmou Valle.
Ainda segundo o parlamentar, a saída de Celina deve dificultar ainda mais a aprovação do novo pacote de medidas econômicas, enviado no fim de maio. Os textos incluem aumento de 40% na Taxa de Limpeza Pública, venda de ações das empresas públicas do DF e isenção de impostos para os investimentos dos Jogos Olímpicos na capital.
Discordância
Desde fevereiro, a presidente da Câmara expressou publicamente uma série de discordâncias com o Palácio do Buriti, especialmente nos projetos enviados pelo Executivo para aumentar a arrecadação pública. Mesmo com base ampla, o governo sofreu seis derrotas no parlamento até o início do maio.

Em entrevista ao Bom Dia DF em 24 de abril, Celina disse que o projeto que reduzia o número de administrações regionais não reduzia corte de gastos, e que a divisão de administrações em Ceilândia, anunciada em janeiro e cancelada quatro dias depois, tinha sido motivada por "disputa política". A reforma das administrações foi ponto central da campanha de Rollemberg ao Buriti.
Portal G1
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