terça-feira, 9 de junho de 2015

Sete oficiais da PMDF sendo cinco comandantes de batalhões, são acusados de estelionato


O tenente-coronel Marcus Rogério de Castro Pereira da Silva, há um ano à frente do Batalhão de Brazlândia, foi condenado em 21 de maio pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF) a devolver R$ 68 mil aos cofres públicos. Às 14 horas de hoje, ele anunciou à tropa a sua saída. O comandante será exonerado nesta quarta (10)

Entre maio de 2014 e o mês passado, além de Marcus Rogério, Marcos Barbosa Coutinho (lotado na Secretaria de Segurança e da Paz Social), Jefferson Gonçalves de Castro (19º BPM - Papuda) e Adriano Meirelles Gonçalves (10º BPM - Ceilândia) foram condenados pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF) a devolver outros R$ 270 mil aos cofres públicos. As decisões foram tomadas por unanimidade, mas ainda cabem recursos. 

O valor de R$ 338 mil é referente à apresentação de notas supostamente adulteradas para justificar gastos envolvidos em mudança do DF para outros estados, quando os oficiais fizeram cursos de aperfeiçoamento, entre 2006 e 2007. 


No último dia 2, foi publicado o acórdão do TCDF no Diário Oficial determinando a proibição de Marcus Rogério exercer qualquer cargo de confiança na administração pública por cinco anos. Isso justificaria o fato de apenas ele perder o posto. O comandante-geral da PM, coronel Florisvaldo César, afirma que a exoneração será publicada amanhã. 


Além dos já citados, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) também vai julgar por estelionato os tenentes-coroneis Elziovan Matias Moreno Lima, comandante 9º BPM – Gama, e Paulo Bento Silveira Filho, do 25º BPM - Núcleo Bandeirante. Os seis coroneis, juntos, chefiam pelo menos 1 mil policiais e respondem pelo policiamento ostensivo de aproximadamente 335 mil pessoas. O capitão André Gustavo Oliveira Garbi também é investigado.


Paralelamente ao processo no TCDF, a Corregedoria da PM abriu um Inquérito Policial Militar (IPM), em 2008, contra Marcus Rogério e os outros seis oficiais. Mas só quatro anos depois a denúncia foi oferecida.

“Todos foram indiciados por estelionato”, diz o comandante da PM.


Além das notas falsas, os policiais teriam se valido de uma escuta ambiental clandestina com a intenção de armar uma emboscada contra o empresário que emitiu os documentos contestados pelo TCDF. 



Fontes: Kelly Almeida (Correio Web) Carlos Carone https://goo.gl/iba1dG ) e Diário do Poder ( http://migre.me/qjQqQ )
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