terça-feira, 21 de julho de 2015

Após denúncias de irregularidades, Saúde anuncia processo para instalar 155 novos pontos de biometria


Após uma auditoria do Tribunal de Contas que apontou uma série de irregularidades no sistema de ponto eletrônico, a Secretaria de Saúde afirmou que está avançando no controle de ponto eletrônico dos servidores da pasta. Atualmente, o sistema alcança 86% de cobertura de profissionais e a gestão trabalha para complementar o restante, com a instalação de 155 novos pontos de biometria. Com isso, 4,5 mil pessoas deixariam de assinar folha física e passariam para o sistema informatizado.


Alguns locais ainda não têm o ponto eletrônico, como o Hospital Regional de Planaltina e as UPAS de Ceilândia e Sobradinho, assim como áreas rurais. Há, também, cerca de 30 pontos que foram danificados por ações de vandalismo. Todos estes casos englobam os 14% ainda sem biometria. “Tão logo seja implantado em 100% das unidades, será mais fácil fazer este controle”, explica o secretário adjunto de Saúde, José Rubens Iglesias.

“Analisamos que se há ponto eletrônico, precisaria ter produto desse registro. Então verificamos três pontos principais: se os servidores entram no horário, se registram frequência e se fazem isso no local certo”, disse Iglesias. “A gente acredita que, com esses mecanismos, não vamos prejudicar o bom servidor. Ele vai ver que é reconhecido, porque ele não é alcançado por essas ações. O mau servidor, ou o que faz algo irregular, ele é alcançado, porque ele é identificado”, completou o gestor.

Iglesias explica que atualmente o relatório do ponto eletrônico é enviado, automaticamente, para o e-mail das coordenadorias regionais para que eles saibam a situação de seus servidores. “Mas só isso não é suficiente. A partir da semana que vem faremos auditoria para saber se as respostas sobre atrasos e faltas condizem com a realidade”, anuncia Iglesias.

Quando forem encontradas irregularidades, serão tomadas medidas, inicialmente, educativas. “Caso não dê certo, o servidor será chamado atenção e, se ainda assim continuar, serão tomadas medidas administrativas”, elenca o secretário adjunto.

PRODUTIVIDADE - Além de saber se os servidores estão cumprindo horário, a Secretaria de Saúde também pretende encontrar uma forma de controlar a produção. “Estamos verificando possibilidades, pois há algumas áreas em que é mais fácil fazer esse monitoramento, como por exemplo, checar a agenda de consultas de um médico”, frisou o secretário adjunto.
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