segunda-feira, 13 de julho de 2015

Após suspeitas de desvio de dinheiro público, Justiça fecha associação ligada a ex-deputado Junior Brunelli


O juiz João Luis Zorzo, da 15ª Vara Cível do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), decretou, nesta sexta-feira (10), a dissolução da AMO (Associação de Assistência Social Monte das Oliveiras), que pertence à família do ex-deputado distrital Júnior Brunelli. O processo foi movido pelo MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), após denúncias que apontavam desvio de dinheiro público em soma de quase R$ 2 milhões.

Na decisão, além dos indícios de desvio de recursos denunciados pelo MPDFT, o magistrado justificou a extinção pela presença de outras irregularidades, pois se constatou que a instituição que abrigava idosos não cumpria normas federais. A associação também não possuía condições materiais de funcionamento, e tinha irregularidades na sua documentação.
Junior Brunelli ficou preso por nove dias, em maio de 2012 como resultado da Operação Hofini, da Polícia Civil do DF, que investigava informações sobre outros pagamentos irregulares que teriam sido feitos à Associação Monte das Oliveiras. O juiz lembrou estes fatos na decisão, ao registrar que “à época dos fatos, ele teria se utilizado da condição de deputado distrital tanto para direcionar as verbas quanto para fazer com que elas chegassem mais rápido aos expoentes da organização social”.
Segundo o MPDFT, a AMO foi criada em 2006 sob a forma de sociedade civil sem fins lucrativos, mas vinha sendo utilizada para a prática de atos ilícitos, verificados de 2007 a 2009. A Associação afirmou que estava sofrendo ataques sistemáticos do Ministério Público, e se defendeu das acusações ao alegar que não emitia nota fiscal pela natureza assistencial das suas atividades, e que o MP deveria acionar judicialmente as empresas que emitiram as notas irregulares. Ela ainda pode recorrer da decisão desta sexta-feira.
Ligado à AMO, o ex-deputado distrital Júnior Brunelli (sem partido), ficou conhecido nacionalmente ao ser flagrado em vídeo fazendo a "oração da propina", se entregou à polícia em 27 de maio de 2012. Ele era suspeito de chefiar o esquema na associação de desvios de recursos que somam quase R$ 2 milhões.
TJDFT
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