segunda-feira, 20 de julho de 2015

Ceilândia sedia disputa pelo título brasiliense de kung fu


Valendo o título do Campeonato Brasiliense e vagas no Brasileiro em outubro, em São Paulo (SP), 135 lutadores de wushu de todo o Distrito Federal competiram em Ceilândia Norte neste domingo (19). O torneio ocorreu no ginásio do Serviço Social do Comercio (Sesc) e reuniu a nova geração da capital federal adepta desse estilo, uma das vertentes do kung fu. Os nomes dos campeões e a classificação geral estarão disponíveis a partir de amanhã (20), na página da Federação de Wushu do DF no Facebook.

Durante a cerimônia de abertura das provas, a secretária do Esporte e Lazer, Leila Barros, conversou com alguns atletas que sugeriram a vinda de competições de nível nacional ao DF. Para apoiar o evento, a secretaria forneceu brigadistas, socorristas, água para os participantes, troféus e medalhas. A confederação nacional da modalidade providenciou os tatames para os confrontos e as apresentações.
A arte marcial chegou a Brasília na década de 1980, trazida por mestres chineses que pretendiam popularizá-la nos países ocidentais. Ela engloba dois tipos de disputa. Uma é o sanda, o combate propriamente dito, no qual dois adversários enfrentam-se em busca do nocaute ou da pontuação superior em relação ao rival, em lutas de até três rounds. A outra, o taulu, consiste em uma demonstração — com ou sem armas — para simular um confronto. Os atletas perdem pontos quando cometem erros na execução dos movimentos.
Celeiro 
O torneio volta a ter uma edição após um hiato de quase nove anos. "Brasília tem cerca de 8 mil praticantes e sempre foi um celeiro de lutadores dessa arte milenar chinesa", destaca o presidente da Federação de Wushu do DF, Daniel Dionísio Madeira. Ele ressalta que a capital formou grandes nomes, como Jordana Saldanha e Paula Amidani. A primeira tem vários títulos mundiais, entre eles três ouros em São Francisco (EUA), em 2005, quando participou do Annual UC Berkeley Chinese Martial Arts Tournament, equivalente a uma Copa do Mundo desse esporte. A segunda, referência nacional na modalidade, foi considerada a melhor atleta internacional do ano 2000.

O morador de Brazlândia Aglênio Alves, de 32 anos, busca garantir vaga no Mundial de Wushu, em novembro, em Jakarta, capital da Indonésia. Praticante de kung fu há 17, ele coleciona três títulos brasileiros, um sul-americano, um pan-americano e a 18ª colocação no Mundial de 2011, na Turquia. "Este ano estou bem mais preparado e acredito até na briga por pódio", afirma o competidor. Em 1º de agosto, quando disputar a seletiva, terá a última chance de conseguir índice para entrar no páreo.

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