quarta-feira, 29 de julho de 2015

Centros de Saúde em Ceilândia deixam de aplicar vacinas por falta de seringas


A falta de seringas na rede pública tem feito com que moradores do Distrito Federal enfrentem dificuldades para tomar vacinas. O último lote foi distribuído para os postos há duas semanas e, em alguns deles, como de Ceilândia e do Cruzeiro, já não é mais possível encontrar o material. Os estoques já estavam baixos em abril, quando a Secretaria de Saúde deu início à compra de três tipos diferentes do insumo. Somente o processo de aquisição do tipo 25x7 foi concluído, e as 194 mil unidades devem ser distribuídas nesta quarta-feira (29).

De acordo com a secretaria, o problema tem relação com dois fatores. O primeiro deles foi a inclusão das vacinas dTpa – contra difteria, tétano e coqueluche – para grávidas e anti-hepatite A para crianças no ano passado, aumentando a demanda de seringas. O segundo estaria relacionado ao atraso por parte do Ministério da Saúde na finalização da ata de registro de preço do material, fazendo com que a entrega dos insumos prevista para maio só possa acontecer em agosto.
Por e-mail, o ministério informou que a responsabilidade de comprar agulhas e seringas é da própria unidade da federação. A ata de registro de preços funciona como uma forma de diminuir os custos da aquisição, já que as compras são feitas em grande quantidade por abarcarem as demandas de diversos estados. A adesão ao pregão, no entanto, é opcional.
O calendário de vacinação do DF tem 35 tipos de imunização diferentes, incluindo os reforços. Somente no ano passado foram aplicadas 2 milhões de doses. A Secretaria de Saúde disse não ter dados de quantas pessoas deixaram de ser atendidas por causa da escassez de seringas. "Foram casos pontuais, e os pacientes voltaram depois para receber a dose da vacina", afirmou em nota.
Ainda segundo a pasta, as 194 mil unidades previstas para esta quarta são suficientes para atender a rede até a finalização dos processos dos outros tipos de seringa. Por causa da demora nos trâmites legais para a aquisição os tipos 25x6 e 20x5,5 por meio de licitação regular, a pasta deu início também a uma compra emergencial.
O prazo para o abastecimento da rede não foi informado, mas foram solicitadas 468 mil unidades do tipo 25x6 e 540 mil do tipo 20x5,5. "Ressalta-se, contudo, que o último lote de seringas disponível no estoque da Saúde foi enviado para as salas de vacinas há duas semanas. Com isso, a maioria das salas das regionais de saúde ainda possui o insumo em seu estoque. A falta está sendo excepcional nas unidades das regionais com maior demanda", completou a secretaria.
Com informações do G1
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