sexta-feira, 10 de julho de 2015

SES afirma que Ceilândia fortaleceu atenção primária com "Mais Médicos"


A Secretaria de Saúde afirmou hoje em nota, que com 17 médicos cubanos e sete brasileiros contratados pelo programa do governo federal de Provisão de Médicos (Mais Médicos), a Regional de Saúde de Ceilândia apresentou, nos últimos dois anos, um grande reforço na atenção primária à população da região. No local, onde em 2013 havia apenas 13 equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) responsáveis por prevenir e tratar doenças corriqueiras, a comunidade atualmente conta com 29 equipes, um aumento de 123%.
As equipes ESF são compostas por um médico, um enfermeiro, um técnico e cinco agentes comunitários de saúde. Cada uma tem um cadastro de aproximadamente 3,5 mil pessoas, que são visitadas mensalmente pelos agentes comunitários que fazem o monitoramento da saúde da população. Os médicos e demais profissionais também visitam as residências em diversos momentos, principalmente, com base nas informações coletadas pelos agentes.

O diretor de Atenção Primária da Regional, Luiz Henrique Mota, explicou que o reforço das equipes é essencial para que a comunidade receba uma acompanhamento médico "mais de perto". "Nossos médicos da Estratégia Saúde da Família são encaminhados para as comunidades para conhecer o perfil epidemiológico de cada local e para que cuide especificadamente dos problemas mais corriqueiros", afirmou o diretor.
De acordo com a nota, uma das regiões assistidas pelas equipes em Ceilândia, citada pelo diretor, foi o Sol Nascente, que apresenta particularidades em razão das condições sanitárias. "Lá, em muitos locais, a população está exposta à rede de esgoto. As pessoas apresentam patologias originadas dessa fonte de contaminação, fazendo com que os profissionais trabalhem com mais cuidado nesse quesito", explicou.
As equipes também atuam em pontos fixos. Em Ceilândia, eles atendem em 11 centros de saúde, 2 postos de saúde urbanos e 1 rural, além de uma Unidade BS dentro da Vila Olímpica Parque da Vaqueja. Nesses locais, são realizadas tanto consultas, quanto recebimento de demandas espontâneas, ou seja, quando o morador apresenta um sintoma e vai em busca do profissional. O diretor explica que os médicos cuidam de todos os ciclos de vida da população. "Eles atuam com os cuidados da saúde da criança, adolescente, mulher, adulto e idoso", enumerou.
ATENDIMENTO CUBANO - Yelina Bacalho, especialista em medicina integral, o equivalente à medicina da família, é uma das médicas cubanas que atendem em Ceilândia. A estrangeira chegou ao Brasil em 5 de outubro de 2013, com a segunda turma do Mais Médicos. Desde que chegou, atende de crianças a idosos no Centro de Saúde 11, no Setor O de Ceilândia. Ela conta que pensou que viria para trabalhar em algum local como a Amazônia, mas acabou ficando em Brasília.
Segundo Yelina, a maior dificuldade ao chegar foi aprender a língua portuguesa, mas hoje consegue realizar bem o trabalho. "Eu não sabia falar nada de português. Em Cuba, uma professora passou 15 dias nos ensinando a se comunicar aqui". Ela afirma a preocupação em saber se os pacientes estão entendendo o que ela fala e, por isso, repete a mesma pergunta várias vezes: "Está compreendendo? Se quiser, falo de novo", disse.
"Em Cuba somos educados a ajudar pessoas de outros países. Então, desde 2002 eu saio em missão para outras regiões, como Guatemala e Venezuela. Em 2013, o governo de Cuba chamou médicos do país para participar do Mais Médicos e eu resolvi participar", disse. Atualmente, ela atende 2.977 pacientes cadastrados, uma média de 10 agendados por dia.
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