sexta-feira, 31 de julho de 2015

Gestantes passam por situação dramática no Hospital de Ceilândia


Na manhã desta sexta-feira (31), o deputado distrital Chico Vigilante e o Diário de Ceilândia, receberam com muita indignação uma séria de denúncias vindas de pacientes do Hospital de Ceilândia. 
Em um relato extremamente preocupante, a usuária Samantha Angélica contou o drama que viveu no último dia 25/07, ao tentar dar a luz a sua filha. Felizmente a criança nasceu forte e saudável, porém, o drama foi angustiante.

Logo após o nascimento, a Samantha conta que o hospital não tinha nem lençois, camisolas, fraldas, absorventes e nem as mantas usadas para aquecer os recém nascidos. A filha de Samantha foi envolta por um tecido do tipo TNT. 
Ela conta ainda, que do último sábado (24), para o domingo (25), o hospital estava um verdadeiro CAOS. Para se ter uma idéia, por falta de atendimento qualificado, as mães em trabalho de parto iam realizando seus partos nos bancos de espera da unidade. Os médicos diziam a todo momento que estavam sem leitos, e as gestantes que tentavam ir para outros locais, eram avisadas que as outras unidades de saúde não estavam recebendo ninguém de Ceilândia e tão pouco do entorno. 
Mais angústia - Ensanguentadas e sem poder trocar as roupas por causa da superlotação, as usuárias eram chamadas de "fedidas" pelos profissionais do Hospítal. Segundo o relato de Samantha, um parto foi realizado no banheiro da unidade, porque um "profissional" mandou uma gestante em trabalho de parto tomar banho, pois estava "fedendo" bastante. A paciente mencionada estava aguardando atendimento havia algumas horas com a bolsa já estourada. 
Incompetência e Desrespeito - Os relatos das mães sobre o desrespeito chegou ao diretor da unidade, Marcos Aurélio, que mandou os médicos "se virarem". Sobre as condições do hospital, a gestante relatou que só havia um banheiro para atender as cerca de 60 mamães prestes a dar a luz. As pacientes que deram a luz no domingo ficaram até a terça-feira aguardando os médicos realizarem os exames de rotina em seus recém nascidos. O desrespeito foi tão grande que o clima era de presídio. As mães não tinham direito nem a acompanhantes e nem a levar seus celulares. Os funcionários não permitiam que elas ligassem para seus parentes, e quando permitiam se as mesmas fizessem as denúncias sobre as péssimas condições a que estavam sendo submetidas, os mesmos desligavam os telefones.
"Não podíamos sair nem ninguém entrar. E em alguns momentos coletivos de dor, víamos funcionários rindo e nos mandando calar a boca", criticou a gestante. 
Ameaça e Transferência - Ainda na terça-feira, algumas gestantes foram selecionadas para ir à maternidade da unidade. Só que em vez de fazer o pós-operatório adequado, estas foram remanejadas para o Hospital de Santa Maria. Ao reclamar da mudança, as cerca de 10 gestantes foram ameaçadas por uma funcionária chamada Sueli. As usuárias denunciaram que a funcionária ameaçou deixá-las naquela agonia por mais 10 dias se as mesmas não se transferissem para Santa Maria. 
Após toda agonia, as mães chegaram à maternidade de Santa Maria e foram devidamente atendidas e examinadas. 
Nota do Mandato - O deputado Chico Vigilante garantiu que vai tomar providências imediatas, exigindo a demissão de toda direção do Hospital de Ceilândia, além de exigir a punição exemplar dos responsáveis por este fato absurdo e lamentável. 


Por Marcos Paulo Lima
Imagem reprodução Web
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...