sexta-feira, 10 de julho de 2015

Rodoviários de várias linhas devem parar na segunda (13)


A partir de segunda- feira (13),  Brasília deve ter várias paralisações de ônibus. Cerca de 900 rodoviários da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) já anunciaram o início de greve à zero hora de segunda. Já os rodoviários das cooperativas de transportes do Distrito Federal realizam uma assembleia neste domingo (12) com indicativo de greve. A assembleia acontecerá às 9h, em frente ao Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal (no estacionamento do Conic).
Os rodoviários  da TCB aprovaram a greve em assembleia com paralisação temporária dos serviços na manhã da quinta-feira (9), após três meses de tentativas para fechar o acordo coletivo da categoria, com data-base em maio passado. A categoria reivindica reajuste salarial de 20%, além de auxílio educação no valor de R$ 600 e tíquete alimentação de R$ 1.344.

“Nós já dermos muitos prazos à TCB, inclusive enviamos a pauta dos trabalhadores com antecedência para agilizar as negociações, contudo não houve avanço algum nas principais reivindicações dos trabalhadores. Por isso vamos parar”, avisa o diretor do Sindicato dos Rodoviários do DF, Saul Aráujo.
De acordo com o diretor de Comunicação do Sindicato dos Rodoviários e da CUT Brasília, Marcos Junio, a paralisação irá afetar nove linhas de ônibus, como a circular do Plano Piloto, Cruzeiro, Aeroporto, Esplanada, Superior Tribunal de Justiça, Rodoviária Interestadual, Rodoferroviária, Feira dos Importados e Setor de Indústrias Gráficas. “A greve não irá atingir somente os trabalhadores da TCB. Servidores da TCB cedidos para outros órgãos do GDF também estarão cruzando os braços”, informou ele.
Em nota, a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) informou que a pauta de reivindicações apresentada pelo sindicato “encontra-se em análise pelo GDF para acordo coletivo da categoria”.
GDF e cooperativas enrolam 
Os trabalhadores que prestam serviço de motorista e cobradores nas cooperativas de transportes do Distrito Federal reivindicam equiparação salarial e de benefícios iguais ao dos rodoviários das empresas privadas de ônibus. As reivindicações estão sendo negociadas há meses com o GDF e cooperativas, mas continua sem avanços.
A última reunião de negociação ocorreu no dia 3, quando os patrões pediram mais alguns dias de prazo para negociar repasses contratuais com o  GDF. As cooperativas não aceitaram o reajuste da  tarifa técnica (subsídio por passageiro) de R$ 1,50 para R$ 2. Alegaram que, mesmo com esses valores reajustados, não conseguem atender a pauta dos trabalhadores. A Associação das Cooperativas de Transporte do DF por duas vezes nesta semana desmarcou a reunião com o Sindicato dos Rodoviários para apresentar uma possível proposta aos trabalhadores, não cumprindo o prazo solicitado.
A equiparação das condições de trabalho e salarial com os rodoviários das empresas privadas já estava assegurada desde o acordo do ano passado. Mas dependia do ajuste da remuneração do GDF aos contratos com a cooperativas. Com a mudança de governo, porém, as coisas não avançaram. “Nem governo nem patrões  cumpriram com a palavra dada. E o trabalhador de cooperativas continua com condições desiguais e precárias, cumprindo a mesma função dos demais rodoviários das empresas privadas. Parece que só entendem a linguagem da greve”, diz Marcos Junio, dirigente do Sindicato dos Rodoviários e da CUT Brasília.
Fonte: CUT Brasília, com informações do Jornal de Brasília
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