domingo, 16 de agosto de 2015

Com risco de explosão, caldeira do Hospital Regional de Ceilândia será desativada


A Secretaria de Saúde informou que a partir de terça-feira (18), a caldeira do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) será desativada para passar por avaliação técnica. Apesar disso, os serviços da unidade hospitalar não serão prejudicados.
A medida foi tomada para cumprir uma determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que pediu a interdição das caldeiras do HRC até que seja apresentado um laudo sobre a integridade do equipamento comprovando que o mesmo pode continuar ou não funcionando.

PLANEJAMENTO - Para se antecipar, a Secretaria de Saúde já traçou um plano de ação no Hospital Regional de Ceilândia. As roupas continuarão sendo lavadas no local. Depois, serão encaminhadas para outras regionais para serem secas e passadas.
A esterilização de utensílios continua funcionando normalmente, pois o HRC possui autoclave elétrica e não depende das caldeiras. Na cozinha será utilizado o sistema elétrico e de gás. Todas as medidas que serão tomadas já foram apresentadas ao MPT.
LICITAÇÃO - A Secretaria de Saúde reconhece o extenso tempo de uso das caldeiras do HRC e esclarece que, para resolver o problema de maneira definitiva, já existe uma licitação em curso para a reforma e modernização das caldeiras dos Hospitais Regionais de Ceilândia, Taguatinga, Gama e Asa Norte.
A previsão é que o processo licitatório termine até o fim deste ano e que as obras se iniciem ainda no primeiro semestre de 2016, com prazo estimado de execução de 210 dias.

Risco de explosão
São 29 anos funcionando initerruptamente. E uma necessidade urgente de aposentadoria. Esta é a atual situação da única caldeira em funcionamento do Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
O equipamento utilizado nos serviços de lavanderia, cozinha e esterilização, funciona hoje precariamente, apresentando vazamentos, tubulações obstruídas, além de superaquecimento. É o que constata relatório apresentado pela própria direção do HRC e por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Mesmo sabendo do risco e com ordem do MTE – que determinou a sua interdição – o equipamento seguia em funcionamento por necessidade do hospital, segundo depoimento do responsável pela manutenção.
Para a procuradora Juliana Carreiro Corbal Oitaven, não é possível aceitar a utilização da caldeira no estado atual, configurando flagrante descumprimento da legislação trabalhista, e, principalmente, risco às vidas dos trabalhadores.
“A exposição ao perigo do manuseio da caldeira na condição precária em que ela se encontra demanda adoção de medidas céleres e capazes de reduzir os riscos de acidentes”, afirma a procuradora.
Em razão da gravidade dos fatos, o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) foi à Justiça do Trabalho pedir a interdição judicial.
Os argumentos apresentados foram aceitos pela juíza Elaine Mary Rossi de Oliveira, da 4ª Vara do Trabalho de Taguatinga, que classificou como grave a situação, e como incontroversa a necessidade de interdição.
Após audiência inaugural, o Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou Plano de Trabalho para deslocamento do serviço de lavanderia, além de a contratação emergencial de empresa para laudo sobre a integridade atual do equipamento e ainda a retomada do processo de licitação para compra e instalação de novas caldeiras.
Os serviços de esterilização e cozinha serão realizados com equipamentos elétrico e a gás.
A fim de evitar o transtorno no atendimento hospitalar, a juíza determinou que até o dia 17 de agosto sejam finalizados todos os acertos necessários para o funcionamento da lavanderia em outro local.
A caldeira tem de ser interditada no dia 18.
Se descumprir a Decisão, o GDF vai pagar multa diária de R$ 10 mil.
Com informações da Secretaria de Saúde e MPT-DF/GO

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