segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Projeto social da Feira do Produtor de Ceilândia ajuda a alimentar mais de 80 famílias


Um trabalho social tem feito a diferença na vida de famílias carentes de Ceilândia. É o programa Desperdício Zero, que distribui alimentos à população em situação de vulnerabilidade social. São frutas, verduras e legumes sem condições de venda, mas próprios para consumo. O projeto é realizado pela Associação dos Feirantes, Produtores Rurais e Atacadistas de Ceilândia e Entorno (Afeprace).

A ação ajuda a alimentar mais de 80 famílias carentes de diversas regiões, como Samambaia e Águas Lindas de Goiás. Segundo a diretora social da Feira do Produtor de Ceilândia, Joana Guedes, a ideia é evitar o desperdício de alimentos. “Nosso principal objetivo é dar uma destinação aos alimentos que não foram vendidos no decorrer do dia. Também devido ao transporte e ao manuseio, os produtos perdem o padrão exigido pelos compradores, estes vão para doação ”, diz.

A moradora de Samambaia Maria Lúcia Alves, 58 anos, é uma das contempladas do programa. Ela conta que vai duas vezes por mês à Feira do Produtor receber a cesta de alimentos: “Os alimentos são ótimos. Essa doação me ajuda muito, pois a renda familiar é pequena. Às vezes, meus filhos também precisam e eu acabo dividindo com eles. Então, ajuda acaba sendo para toda a família”.

Os alimentos que não servem para a comercialização são encaminhados a uma triagem. Depois de selecionados e higienizados, os produtos são acondicionados em saco plástico. Todo o trabalho é feito voluntariamente por produtores da feira, que também ajudam na distribuição às famílias contempladas.

Para a voluntária e feirante  Maria de Lurdes, 52 anos, a iniciativa tem buscado amenizar a situação de famílias que estão passando por dificuldades financeiras ou por estarem em situação de vulnerabilidade social. “O projeto tem mostrado que a parceria entre os feirantes tem ajudado não só a reduzir o desperdício de alimentos, mas levar qualidade de vida a esta parte da população”, avalia.
Creches e asilos

O projeto é realizado desde 2004 e atende ainda a instituições como creches e asilos de Ceilândia. As cestas são distribuídas às terças, quartas e sextas, pesam em média 25 kg e contêm frutas, verduras, hortifrutigranjeiros e legumes. De acordo com Joana Guedes, a maioria dos beneficiados mora no Sol Nascente, Pôr do Sol, P Sul, QNQ e QNR. “Mas atendemos também a pessoas do entorno, como Santo Antônio do Descoberto”, completa.

O trabalho ganhou o Prêmio Betinho — Atitude Cidadã concedido pela Rede Nacional de Mobilização Social, de melhor projeto social do Distrito Federal, considerado também o segundo melhor do país. A seleção dos beneficiados é feita após o preenchimento de um cadastro e apresentação de documentos de identidade, CPF e comprovante de residência. Em seguida, recebem uma visita da coordenadora para checagem das informações. 

Movimento
A Feira do Produtor de Ceilândia movimenta  em torno de R$ 18 milhões e comercializa cerca de 23 mil toneladas de hortifrutigranjeiros por mês. São 500 feirantes que trabalham em boxes e mais 380 que comercializam no galpão.  A feira gera 2 mil empregos diretos e 4 mil indiretos.

Ascom Administração de Ceilândia
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