quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Após nove anos, tarifas de ônibus no DF serão reajustadas


As tarifas do transporte público de Brasília serão ajustadas a partir de domingo (20). Nos ônibus, as passagens, que hoje vão de R$ 1,50 a R$ 3, custarão de R$ 2,25 a R$ 4. Já a tarifa de R$ 3 do metrô passará para R$ 4. Não haverá descontos nos fins de semana e nos feriados. Com o aumento, o governo deixará de gastar, com o setor, cerca de R$ 50 milhões apenas neste ano. Em 2016, a previsão é que essa cifra chegue a, pelo menos, R$ 100 milhões.

O Governo de Brasília argumenta que as mudanças são reflexo das dificuldades que o governo local enfrenta devido ao rombo deixado pela gestão anterior, agravado pela crise nacional, que também afeta o Distrito Federal. Com o reajuste, a tarifa média — levando em consideração as diferenças no número de passageiros em cada faixa — ficará em R$ 3,41. Atualmente, esse valor é de R$ 2,44.

Desde janeiro de 2006, o preço das passagens de ônibus não sofre alterações para o consumidor. Mas os custos, como combustível e salário de motoristas e cobradores, aumentaram significativamente no período e foram absorvidos pelos cofres públicos, já que o governo subsidia o transporte no DF.

Isso significa dizer que, quando o usuário passa pela catraca do ônibus, o que ele paga não representa o valor real do bilhete. A passagem custa mais caro, o que é chamado de tarifa técnica, porém, apenas parte dela — a tarifa do consumidor — é repassada aos cidadãos. A diferença é subsidiada com recursos públicos. O orçamento local ainda arca com as gratuidades para pessoas com deficiências e o passe livre estudantil.

"Para reduzir essas tarifas técnicas, é preciso continuarmos com o nosso trabalho de racionalização e de combate a fraudes. Assim, conseguiremos diminuir os custos para a população", afirma Carlos Tomé, secretário de Mobilidade.

Em 2015, segundo a pasta, R$ 550 milhões serão gastos pelo governo para pagar o transporte público, já considerando uma redução de cerca de R$ 50 milhões com o reajuste da tarifa. No próximo ano, a estimativa é que as despesas na área caiam para R$ 450 milhões. Uma diferença de R$ 100 milhões ajudará no custeio de outros serviços essenciais à população.






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