domingo, 13 de setembro de 2015

Aumenta o número de homens com HIV no DF, Ceilândia registra maior número de casos


O Boletim Epidemiológico do Distrito Federal mostra que aumentou o número de homens que vivem com HIV no Distrito Federal nos últimos oito anos. No mesmo período, o número de mulheres diagnosticadas sofreu redução. Dados da Secretaria de Saúde revelam que para cada mulher detectada com HIV/Aids, quatro homens são soropositivos. A média nacional é de duas pessoas do sexo masculino para uma do sexo feminino.

Em 2008, 325 homens receberam resultado positivo para o exame de HIV/Aids. Naquele ano, 131 mulheres tiveram o mesmo resultado. Em 2013, o número subiu para 445 homens contaminados para 113 mulheres. O gerente de DST/Aids da Secretaria de Saúde do DF, Sérgio Dávila, afirma que o perfil da população com HIV não mudou em relação ao auge da epidemia, na década de 80.
— A categoria de exposição mais prevalente é a de homens homossexuais ou bissexuais, com idade entre 25 e 34 anos. 
Os homens homossexuais e bissexuais representam 54,4% dos pacientes com HIV/Aids no Distrito Federal. As pesquisam auxiliam o poder público na concentração de campanhas para a população mais atingida. Outro grupo que preocupa é o de jovens entre 20 e 24 anos, que apresentou um aumento da incidência do vírus. Sérgio D’ávila explica que houve uma mudança de mentalidade em relação ao vírus.
— Ainda não há um estudo aprofundado sobre o aumento nesta faixa etária, mas nós sabemos que os jovens têm uma visão diferente da que tínhamos nos anos 80, quando ter HIV/Aids era quase sentença de morte, de baixa qualidade de vida. As pessoas não tinham perspectiva de viver porque não havia tratamento. Hoje em dia, com o avanço dos antirretrovirais, dá para controlar muito bem e muitas pessoas mantém a qualidade de vida.
Em muitos casos, com o consumo correto dos medicamentos, muitos pacientes conseguem chegar a um nível de vírus indetectável, em que o HIV fica alojado no organismo, mas não circula na corrente na corrente sanguínea. Neste estágio, o risco de transmissão cai 96%. No Distrito Federal, a detecção do vírus pode ser feita por meio do teste rápido, em que o resultado sai em 30 minutos. A rede pública quer adotar o teste oral, em que exame pode ser feito por meio da coleta do muco da gengiva.
2015
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal contabilizou 105 novos casos de infecção por HIV/Aids no Distrito Federal, entre janeiro e abril deste ano. O boletim epidemiológico parcial mostra que as regiões que registram mais casos são Ceilândia (15), Asa Norte (11) e Paranoá (8). Nos último oito anos, a média é de 508 novos casos a cada ano.
Entre 2008 e 2013, foram registradas 3.050 pessoas vivendo com HIV no Distrito Federal. A taxa de incidência da doença era de 20 contaminados para mil habitantes.
Transmissão de mãe para filho
Apesar de ainda existir, a transmissão vertical, de mãe para filho, foi um das menores dos últimos anos. Entre 2008 e 2015, das 350 gestantes contaminadas pelo HIV, 15 crianças contraíram o vírus em algum momento da gravidez ou do parto. Os dados mostram a importância da realização do pré-natal. 39,6% das gestantes com HIV descobriram ter o vírus durante o pré-natal.
Informações do Portal R7
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