quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Servidores são presos por fraudes em programas do GDF. Esquema envolvia lotes de becos em Ceilândia


 Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Decap), da Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrou nesta quarta-feira (30) uma operação para desmantelar uma organização criminosa que fraudava programas habitacionais do DF. De acordo com as investigações, três servidores da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Gestão de Território e Habitação (Segeth) foram presos temporariamente suspeitos de cobrar propina entre R$ 5 e R$ 20 para liberação de lotes dos programas do GDF Pró-DF e do Morar Bem.

De acordo com matéria no site G1, dois deles permanecem na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade. Eles vão responder por corrupção passiva e estelionato.

As secretarias de Fazenda e de Gestão do Território e Habitação informaram que vão apurar internamente as denúncias e colaborar com as investigações da Polícia Civil.

Batizada de “Terra Prometida”, a operação terminou com prisões em Ceilândia, Samambaia e Sudoeste durante a manhã. Três pessoas foram levadas para a delegacia para prestarem depoimento e foram liberadas em seguida.

Os investigadores cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, onde recolheram computadores e documentos que podem comprovar a fraude.

Segundo o delegado-chefe da Decap, Alexandre Linhares, os estelionatários atuavam como despachantes. A partir de informações privilegiadas e ligações com alguns políticos, eles prometiam regularização de lotes e inserção nos programas do Pró-DF, mais especificamente no Polo JK, em Santa Maria, e em lotes destinados ao Morar Bem, no Riacho Fundo.

“As pessoas pagavam para os servidores com a promessa que o lote não seria tomado. Esse esquema também envolvia lotes de becos em Ceilândia”, afirmou o delegado.

Informações de Mara Puljiz do site G1
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