sábado, 26 de setembro de 2015

UPA de Sobradinho amanheceu fechada. UPA de Ceilândia corre o risco de fechar


A Unidade de Pronto Atendimento de Sobradinho amanheceu de portas fechadas nesta manhã de sábado (26/9). Os pacientes que precisaram de atendimento tiveram que se deslocar para outra unidade de saúde. As informações são do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindiMédico-DF). Via nota, a Secretaria de Saúde confirmou o fechamento da unidade devido à dificuldade de preencher a escala. A pasta afirmou que a unidade ficará fechada até a chegada de novos concursados.


A Secretaria recomendou que, durante esse período, os pacientes procurem o Hospital de Sobradinho. "A Secretaria de Saúde reconhece as dificuldades enfrentadas com o fim de contratos temporários de profissionais da UPA e informa que estão sendo buscadas alternativas para resolver a questão", afirma a nota.

Atualmente, nove médicos fazem o atendimento na UPA de Sobradinho, sendo que duas servidoras estão gestantes e, de acordo com a legislação, têm o direito de optarem por não permanecerem na assistência direta ao paciente. 


O problema começou porque os contratos com profissionais temporários venceu e o quadro das unidades ficou desfalcado. A expectativa é que novos profissionais da área tomem possem na próxima semana, segundo a secretaria. “Até agora, apenas 40% dos médicos dos contratos renovados se apresentaram  ao trabalho, comprometendo, assim, a escala de atendimento da UPA de Sobradinho.

A questão deverá ser resolvida quando novos servidores concursados tomarem posse. A última convocação foi de 146 nomeados, sendo 98 médicos de 15 especialidades e 48 profissionais de outras áreas da Saúde”, detalhou a nota.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico), Gutemberg Fialho, o Governo do Distrito Federal não se planejou para resolver o problema antes que precisasse fechar a unidade. “O fim do contrato já estava previsto. Esses concursados tinham que ser chamados antes. Falta planejamento e gestão. Os profissionais que ficam estão sofrendo e sendo massacrados e a população está desassistida”, criticou.

Segundo o presidente do SindMédico, entre 7 mil e 9 mil pessoas são atendidas por mês na UPA de Sobradinho. “Faltam médicos para fazer o atendimento e a população fica prejudicada. É o caos. Ainda ficamos sabendo que a continuidade no atendimento da (UPA) de Ceilândia também está arriscado”, ressaltou Fialho.
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