quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Albergue em Ceilândia deve ser entregue em dezembro


Em construção desde 2012 e entregue inacabada em 2013, a Unidade de Acolhimento Para Adultos e Famílias (UNAF), no setor QNR, em Ceilândia, deve ser inaugurada em dezembro. Pelo menos é esse o objetivo do GDF. Temendo aumento na violência, moradores da região protestam contra a obra desde que ela foi anunciada.

As unidades, popularmente conhecida como albergues, realizam acolhimento institucional de pessoas e famílias em situação de desabrigo, situação de rua, migração, ausência de residência ou em trânsito e sem condições de autossustento.
A unidade de Ceilândia fica localizada no final do condomínio Sol Nascente, atrás do novo terminal da QNQ e QNR, perto da Escola Classe 65. Posicionamento que deixa a moradora da região Suely Ferreira, 51 anos, preocupada com a insegurança e teme que o local vire uma bagunça. “Sou contra! Aqui já é perigoso, acontecem assaltos direto e é muito escuro à noite. Com moradores de rua, vai piorar”, reclama.

Janaina Ferreira, 20 anos, defende que famílias possam morar no local. “Muitas mães com filho pequeno não têm para onde ir, seria uma boa alternativa esse albergue. Mas sou contra os moradores de rua, ainda mais porque muitos deles usam drogas”, afirma.

O secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Marcos Pacco, afirmou que a população tem preconceito com as pessoas em situação de rua. “São pessoas vitimizadas duas vezes: primeiro pelo Estado, e depois pela comunidade. Além disso, a unidade não é só para pessoas nessa situação. É uma opção para quem não tem para onde ir. E, especialmente em Ceilândia. O local só abrigará famílias, pessoas sozinhas não serão aceitas”, informou.
Ainda de acordo com o secretário, as famílias terão as chaves dos seus quartos, como se fossem apartamentos, e seguirão regras de convivência estipuladas coletivamente, como em um condomínio residencial. De acordo com a Secretária de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs), a unidade terá capacidade para atender de 120 a 200 pessoas e será administrada por entidade socioassistencial conveniada. A previsão é de que a unidade entre em funcionamento no final de dezembro ou início de janeiro de 2016. A obra custou quase R$ 6 milhões e tem área construída de 3 mil m².
Com relação à segurança, Marcos Pacco informou que a região será monitorada pelo programa Pacto pela Vida e, em caso de aumento de ocorrências, ações policiais serão feitas.
Philipe Santos / Jornal Alô
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