sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cerca de 320 moradores participaram do Voz Ativa em Ceilândia


No encerramento do ciclo de debates sobre segurança pública, a edição da noite desta quinta-feira (8) do Voz Ativa, em Ceilândia, reforçou como a cultura pode ser um instrumento de transformação social. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, cerca de 320 moradores da região participaram das discussões com o governador Rodrigo Rollemberg, no Centro Olímpico, na QNO 9.

Entre propostas e reivindicações, foi destacada a carência de recursos e de espaços públicos para atividades culturais. Luciene Velez, fundadora da Associação Cultural Meninos de Ceilândia, apontou a ocupação de locais sem uso e as parcerias com o setor privado como soluções para a demanda. "Os postos da Polícia Militar que estão desocupados podem servir para a criação cultural, com artesanato, venda de CDs e de camisetas, além de exposições." Ela também reclamou da falta de visibilidade para a cena cultural de Ceilândia.

Rollemberg informou que a disponibilização de espaços hoje fechados para atividades culturais está em debate no governo. O chefe do Executivo também apoiou que seja feita parceria com uma empresa de telefonia que possui estruturas abandonadas na região e concordou com a sugestão dos moradores de estabelecer atividades culturais na Caixa D'Água, tombada como patrimônio histórico e cultural. "Ceilândia tem de se apropriar dos seus espaços."

Ao reforçar a importância da cultura de rua para os jovens, Roberto Barbosa da Silva, conhecido como Beto SDR, membro do movimento CEI Viva, ressaltou que, por meio do rap, desviou-se da violência e do tráfico de drogas na região. "Eu faço rap, e essa foi a primeira escola da qual eu consegui gostar. Isso me deu uma direção e me fez dizer não para o crime. Mas aqui temos pouco orçamento para a cultura."

Apresentações artísticas

No evento, houve apresentações de artistas locais, como o grupo de dança de rua CeilanSoul e o DJ Jamaika. Entre as atrações musicais, também participou a cantora Safira Alves, de 15 anos, moradora do Sol Nascente e filha do DJ Jamaika. Grafiteiros da região se dedicaram a pintar telas disponibilizadas no espaço.

No Voz Ativa, 15 pessoas se inscrevem para fazer sugestões verbalmente. Os demais presentes podem fazer reclamações e pedidos por escrito, que são encaminhados aos órgãos responsáveis.

Com o fim da edição do Voz Ativa na área de Segurança Pública, a secretária-adjunta da Segurança Pública e da Paz Social, Isabel Seixas, avaliou os quatro encontros realizados neste ano. "O evento nos faz pensar demandas e debater soluções com a comunidade, muitas vezes abrindo nossos olhos para o que nem sempre temos conhecimento. As informações colhidas estão sendo processadas."

Agência Brasília

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