terça-feira, 6 de outubro de 2015

Lutador que sofreu golpe durante aula morre após ter socorro negado no Hospital de Ceilândia


Um aluno de jiu-jítsu de 32 anos morreu em Brasília decorrente de um golpe conhecido como "mata-leão" durante uma aula no dia 21 de setembro, em Ceilândia. A família afirma que Napoleão José Alves foi levado a um hospital público em dois dias seguidos e não recebeu atendimento porque o caso não era considerado grave. Alguns dias depois, ele conseguiu atendimento, mas teve a morte cerebral constatada.


Em nota, a Secretaria de Saúde afirma que ele deu entrada em uma unidade de saúde no dia 26 de setembro e que exames apontaram que o homem teve um traumatismo craniano.

A família afirma que Alves passou 15 minutos se recuperando e depois foi para casa. Sentindo-se mal, ele foi levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) por dois dias seguidos, mas não recebeu atendimento.

“Fizeram a mesma coisa, fizeram a triagem com ele, disseram que não era nada grave, que não tinha nada a ver ele estar ali querendo atendimento de emergência”, conta uma irmã. Ela afirma ainda que voltou com ele ao local e que testes descartaram a possibilidade de AVC.

"Na quarta-feira fomos ao hospital e pediram para voltarmos outro dia porque não era emergência. Na quinta tentamos ir a um ortopedista por conta das fortes dores de cabeça pelo golpe e ele encaminhou para um clínico-geral, que pediu um exame de crânio e descartaram um estado grave. No sábado voltamos ao hospital porque ele se sentia mal e foi aí que ele teve um AVC na radiologia. Ele foi levado para o box de emergência e depois deixaram ele no corredor afirmando que o caso não era grave e tivemos que esperar uma hora e 40 minutos pelo atendimento", afirmou Maria Alves, irmã do lutador.

No mesmo dia, em 30 de setembro, o aluno de jiu-jítsu foi transferido para o Hospital de Base e já foi direto para a UTI, mas não resistiu. O atestado de óbito aponta, entre as causas, isquemia cerebral. O quadro acontece quando há diminuição do fluxo de sangue no corpo, afetando o funcionamento do cérebro, e pode causar AVC.

O laudo do Instituto Médico Legal que vai apontar o que realmente provocou a morte do homem, só deve sair em um mês. A família diz esperar por Justiça.
A família afirma que Alves começou a fazer as aulas em agosto deste ano. “O sentimento que temos é de descaso e que a vida já não vale nada. A nossa mãe está desolada, foi tudo muito rápido", disse Maria Alves.

Informações do Portal G1
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