quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Policial Militar acusado de matar agente penitenciário em Ceilândia é absolvido


O policial militar Gardiner Chaves Ferreira foi absolvido nesta quarta-feira (21/10) da acusação de matar  o agente penitenciário Ralfis Ferreira dos Santos depois de uma briga de trânsito, em 20 de abril de 2014. A decisão foi proferida pelo juiz Gilmar Rodrigues da Silva, presidente do Tribunal do Júri de Ceilândia.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal apontava que o PM e a vítima, Ralfis Ferreira dos Santos, trafegavam pela Avenida Elmo Serejo, na altura da QNN 10 de Ceilândia, quando se desentenderam devido a manobras feitas por ambos. Durante a discussão, o policial teria disparado contra o outro motorista. Gardiner foi acusado por homicídio qualificado por motivo torpe.


De acordo com os advogados do PM, ele agiu em legítima defesa. Luiz Henrique Fonseca Teixeira Júnior, representante legal de Gardiner, afirmou que Ralfis havia apontado uma arma antes para o policial. "O processo foi muito completo, mas desde o começo nós fomos claros na tese de legítima defesa." O MPDF manifestou interesse em recorrer da decisão.


Relembre o caso 
De acordo com MP, na madrugada do dia 20 de abril de 2014, na Avenida Elmo Serejo de Ceilândia, o agente penitenciário conduzia um veículo com dois amigos de passageiros quando o réu, com a intenção de ultrapassá-lo, posicionou o veículo muito perto da traseira de seu carro. Entretanto, Santos não liberou passagem e o policial manteve o veículo muito próximo até realizar uma ultrapassagem de forma brusca.
Segundo testemunhas, um pouco mais adiante os dois veículos pararam na via e ficaram emparelhados, foi quando a vítima questionou o comportamento do policial. Inconformado, o PM sacou a arma de fogo, abaixou o vidro de seu carro e, sem dizer nada, efetuou os disparos contra Santos, que faleceu no local. O réu fugiu logo em seguida.
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