quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Saúde não funciona hoje. Na Hora, Detran e outras atividades do governo terão os serviços afetados


O brasiliense terá uma quarta-feira difícil pela frente, que se estenderá até amanhã. Diversos serviços serão interrompidos nos dois dias devido à paralisação dos servidores públicos. A saúde sofrerá o maior golpe, com a greve decretada pelos funcionários da área a partir de hoje. Todo o serviço de imagem, como radiografia, tomografia, ressonância, mamografia e ecografia está suspenso. O Samu será reduzido pela metade. Outros sindicatos organizaram assembleias a partir de hoje contra a suspensão do pagamento de benefícios negociados com a gestão de Agnelo Queiroz (PT). Atividades administrativas funcionam com o quadro mínimo de servidores. Amanhã, sindicatos dos Professores (Sinpro-DF) e dos Auxiliares de Educação (SAE) realizam manifestações, na Praça do Buriti e em frente à Câmara Legislativa. A estimativa é que 70% dos professores cruzem os braços. Há indicativo de greve geral.

Os sindicalistas cumprem a promessa feita em de 1º de outubro, depois de reunião com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). A proposta de começar a pagar os reajustes a 32 categorias a partir de maio do ano que vem — inicialmente, eles passariam a valer em setembro — revoltou servidores. Assim, caso o Executivo local mantenha o posicionamento, a greve geral será decretada. Além disso, funcionários da saúde prometem paralisação contra a implantação de organizações sociais na gestão dos hospitais. Eles encaram a iniciativa como “terceirização” dos serviços. Ontem, um panfleto com críticas a esse tipo de administração circulou pela cidade — nenhum sindicato da área assumiu a autoria.

Para o Movimento Unificado dos Sindicatos dos Servidores Públicos do DF, o calote do GDF pode acarretar em greve de várias atividades. “Os salários deste mês entraram na conta sem o reajuste. Vamos ter uma reunião às 9h com o governo. Estamos dispostos a ouvir, mas ainda não existe nenhuma sinalização por parte do Buriti. A expectativa é que o governo tenha uma proposta, caso contrário, vai desencadear uma greve geral”, afirma Rodrigo Rodrigues, líder do grupo.

Saúde parada
O cidadão que precisar do serviço de saúde pública na capital pode se preparar para outro dia de dificuldades. Em 24 de setembro, a paralisação dos servidores prejudicou o atendimento em hospitais, UPAs e postos. Houve casos de unidades que fecharam as portas. Hoje, o Samu vai trabalhar com apenas 50% das ambulâncias e motolâncias. Médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares trabalham com atendimento restrito às emergências de hospitais e UPAs. Serão realizadas apenas cirurgias de urgência. Marcações de consultas estão suspensas.


Otávio Augusto / Correio Braziliense
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