terça-feira, 24 de novembro de 2015

GDF diz 'não ter prazo' para consertar tomógrafo do hospital de Ceilândia


O secretário de Saúde do Distrito Federal, Fábio Gondim, afirmou nesta terça-feira (24) que não há prazo para o conserto dos tomógrafos quebrados da rede pública. Na tarde desta terça, 3 dos 13 tomógrafos estavam quebrados e um funcionava apenas com 60% da capacidade. Segundo o secretário, as empresas se recusam a firmar contratos.


O reparo nos tubos de um tomógrafo do Hospital de Base foi feito em outubro por R$ 400 mil. Duas semanas depois, a peça voltou a quebrar e só foi consertada nesta segunda (23), sem custo porque ainda estava na garantia. O aparelho também tem um problema no cooler, peça que faz o resfriamento da máquina, e está funcionando com 60% da capacidade para não sobreaquecer.

Para os outros, até os contratos emergenciais foram rejeitados pelas empresas. Além do aparelho do Base com capacidade reduzida, há três maquinas completamente paradas (outra do Hospital de Base e as únicas de Ceilândia e Taguatinga).

Em condições ideais, cada tomógrafo pode realizar até 60 exames ao dia. No cenário atual, a rede perde 200 exames diariamente. "Por falta de sorte nossa, dois problemáticos estão no Hospital de Base, nosso maior hospital", diz Gondim. A secretaria diz garantir que os pacientes estão sendo transferidos para outras unidades para realizar os exames.

O secretário afirmou que já pediu diversas vezes ao Ministério Público que intercedesse para garantir a prestação do serviço, mas o órgão ainda não teria protocolado qualquer ação nesse sentido. 

Em 15 de outubro, dados da Secretaria de Saúde indicavam que 8,8 mil pessoas estavam na fila de espera por uma tomografia. Nesta terça, a pasta não atualizou os dados e disse que vai informar a "demanda mensal" pelo exame. Não há data para a conclusão desse levantamento.

Informações do G1



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