sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Metroviários e professores decidem voltar ao trabalho


Após assembleia tumultuada, a maioria dos metroviários defendeu a volta ao trabalho. Segundo o diretor de Relação Sindical do Sindmetrô, Ronaldo Amorim, a expectativa era de que o serviço fosse normalizado ainda à 0h hoje: "É possível que haja impacto no trabalho pela manhã. Até o fim dia, o serviço estará normalizado".

A categoria aceitou a proposta que define a questão dos comissionados e concursados. "Metade do efetivo será de carreira do Metrô e o restante de livre provimento. Concursados serão convocados assim que a Lei de Responsabilidade Fiscal permitir", completa o diretor.  Em relação aos reajustes, o Tribunal Regional do Trabalho vai julgar o dissídio de greve.

O governo de Brasília informou que não deve cortar o ponto dos professores que encerraram a greve na manhã desta quinta (12). Contudo, o ano letivo deve se estender até janeiro de 2016 em algumas escolas. A paralisação durou 29 dias.

De acordo com o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, houve disposição do governo em pagar pelos dias paralisados, mas ressaltou que a reposição das aulas será fiscalizada com rigor, por meio de comissões.

Cada escola formulará, em consonância com a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer, o próprio calendário para repor os conteúdos, já que as instituições foram atingidas de maneiras distintas pela paralisação. "Algumas pararam parcialmente, outras totalmente. O mais importante é que os alunos não saiam prejudicados nesse processo", destacou Sampaio.

Outro item que consta do documento apresentado à categoria é o compromisso do Executivo em fazer os pagamentos das licenças-prêmio de dezembro deste ano a março de 2016. De acordo com Sampaio, o governo iniciou um levantamento para identificar quantos servidores deram entrada no pedido. "Com base nisso, vamos buscar o financeiro para garantir o pagamento das licenças não gozadas e passíveis de ser convertidas em pecúnia dentro do prazo estabelecido."


Para o secretário de Educação, Esporte e Lazer, Júlio Gregório Filho, o retorno da categoria ao trabalho traz tranquilidade à comunidade escolar. "Agora é hora de levar às instituições o clima de paz e prestarmos o melhor atendimento possível aos nossos estudantes", disse. Ele tranquilizou pais e alunos ao explicar que o Estado é obrigado a encerrar o ano com, pelo menos, 200 dias letivos no calendário escolar, de acordo com a Lei de Diretrizes Básicas da Educação. "Temos convicção de que os calendários de reposição serão cumpridos sem maiores problemas."

Com informações do JBr
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