domingo, 8 de novembro de 2015

Opinião: Decadência de Brasília pode ser medida em uma visita ao zoológico


Por Renato Riella - A situação do Zoo de Brasília, que vi ao vivo hoje de manhã, me revoltou mais do que Petrolão, Mensalão, Eduardo Cunha e outras aberrações da natureza.
O Zoo está bem cuidado, interessante e vivo – mas vazio. Só quem pode frequentar hoje este ambiente público é gente com renda familiar mais elevada, na faixa à qual me incluo. Virou zona de elite!

Levei cedo, neste domingo, duas netas ao Zoo. Fui muito feliz nesse período. Conviver com elas é uma graça de Deus.
Mas guardei, para curtir depois, já em casa, uma grande revolta, que não repassei em nenhum momento para as duas inocentes.
Uma decisão errada do Governo do DF tornou o domingo no Zoo de Brasília um deserto de pessoas.
Poucos vendedores de pipoca sem ter a quem vender. Ausência total de filas de carros na entrada. Pouquíssimas crianças. Alguns poucos casais sem filhos. Dois ou três avós ou avôs com netos.
Desde o início disse que a ideia de aumentar a entrada no Zoo era errada. O que o GDF ganha com o aumento monstruoso da entrada perde feio na quantidade.
Um Zoo sem gente é assustador.
O símbolo da incompetência no Brasil pode ser o Zoológico de Brasília num domingo de sol. Muita gente neste governo e nos anteriores vai para o inferno por deixar Brasília chegar a este estado.
Malucos!
* RENATO RIELLA é jornalista, com mais de 40 anos de atuação em Brasília e Salvador (BA), onde nasceu.
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