quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Polícia investiga desaparecimento de menina de 14 anos em Ceilândia


A Polícia Civil e o Conselho Tutelar de Ceilândia investigam o sumiço de uma adolescente de 14 anos. Rebeca Sabrina Ferreira de Sousa desapareceu por volta das 13h de terça-feira (3/11) no momento em que ia para a casa da avô materna, na companhia dela, no Condomínio Sol Nascente em Ceilândia. Em uma parada da QNN 11, em frente ao supermercado Tatico, a idosa entrou no ônibus, mas Rebeca não embarcou com ela. Desde então a família não tem notícias da adolescente que mora com a mãe e a irmã de 22 anos no Condomínio Por do Sol da região.

A mãe da menina, a vendedora Wasty Ferreira Santos, 45 anos, registrou boletim de ocorrência na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) na quarta-feira (4/11). A autônoma, que comercializa água mineral na Feira dos Goianos, em Taguatinga, ressaltou que a adolescente abandonou a escola há mais de dois meses. “Ela estava com algumas amizades que eu não aceitava. Desde o meio do ano a Rebeca caiu nas matérias escolares. Pouco antes de abandonar o colégio ela chegava na porta da instituição, mas não entrava e ia não sei para onde”, revelou.

Desde o sumiço Rebeca bloqueou a mãe e a irmã mais velha das redes sociais, como WhatsApp e Facebook. Há meses a adolescente começou a vender roupas em uma banca de peças íntimas na Feira dos Goianos. Segundo a mãe, no domingo (1/11) a menina ligou para ela e disse que dormiria na casa de uma pessoa em Ceilândia, mas não citou nomes.

Para Wasty, a filha pernoitou na casa de uma amiga. Rebeca voltou para a residência na segunda-feira (2/11), mas fugiu um dia depois. “Ela queria passar dois dias fora de casa sem o meu consentimento e achar que isso é normal. Eu não tenho como concordar com esses pensamentos. Diferentemente da irmã, a Rebeca nunca quis ir a igreja, não se interessa em buscar as coisas de Deus, mas eu sempre fiz minha parte de ensinar o caminho a seguir, porque depois, se elas desviarem, pelo menos eu orientei”, lamentou.

A fuga

Na Feira dos Goianos Rebeca é considerada como ótima vendedora, segundo a mãe. Wasty contou que a filha sempre chegava no horário certo e era esforçada no trabalho. “Esse mês ela ia bater a meta e ganharia um prêmio de R$ 100, mas só pensava em deixar o serviço e encontrar as amigas. Todo fim de semana ela pedia para sair. Eu proibia algumas vezes, porque eu não podia sempre liberá-la, principalmente com amizades sem confiança”, destacou. “Eu tinha muito cuidado, porque não confiava nas atitudes dela, mas a Rebeca sempre tentava arrumar um jeito de me driblar e a gente não tem como estar colada 24 horas por dia”, acrescentou.

Por desconfiar da atitude da filha, Wasty pediu para a mãe buscar Rebeca em casa na terça-feira (3/11). A autônoma deu R$ 6 para a adolescente: o valor de duas conduções do Condomínio Por do Sol até o Sol Nascente. A menina ainda arrumou duas sacolas com poucas roupas. “Para não deixar ela sozinha eu sempre tentei dar assistência, porque tinha medo de acontecer o pior. Na terça-feira de manhã eu não trabalhei porque fiquei esperando a minha mãe buscá-la. A tarde nós fomos todas juntas para a parada. Eu peguei o meu ônibus para a Feira dos Goianos e as duas foram juntas”, contou.

Entretanto, na hora de embarcar no segundo coletivo na parada da QNN 11 Rebeca esperou a avó entrar, mas depois sumiu. “Eu acho que ela estava com tudo tramado, só queria uma oportunidade. Quando minha mãe se deu conta a Rebeca já tinha driblado ela. O ônibus estava cheio. Na parada seguinte minha mãe desceu do veículo, voltou até o ponto de ônibus que elas estavam, mas a Rebeca não estava mais lá”, disse.

Wasty, no entanto, não sabe se a filha mantinha algum relacionamento amoroso. “Não sei se ela estava ou não namorando. Eu não aceito que minhas filhas fumam, bebam, usam piercing e façam tatuagem no corpo, mas ultimamente a Rebeca queria fazer essas coisas. Ficava com muito medo de deixá-la sozinha, porque soube que inclusive ela tinha feito uma cópia da chave de casa escondida”, desabafou.

A última informação que Wasty teve da filha era de que ela havia ido com duas amigas para um bar na QNN 13/14 na comercial Norte de Ceilândia na noite da terça-feira (3/11)
Ajuda

Quem tiver informações sobre o paradeiro da menina podem entrar em contato pelos telefones 8510-3267 (Wasty - mãe da adolescente) ou 8518-1393 (Maria Ferreira dos Santos - avô materna da adolescente).
Informações Correio Braziliense

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...